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27 novembro 2020
Texto de Sandra Costa Texto de Sandra Costa Fotografia de Eduardo Costa Fotografia de Eduardo Costa Vídeo de Rui Gouveia Vídeo de Rui Gouveia

No coração dos vulcões

​​​​​​​O Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha conta a história geológica de São Miguel.

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A entrada na Caldeira Velha faz-se por um trilho que corre entre árvores altíssimas, mistura de floresta nativa e exótica, até ao Centro de Interpretação Ambiental. Aqui se conta a origem vulcânica das ilhas, os geossítios (locais de interesse geológico), a biodiversidade e a geodiversidade. É um dos locais mais visitados na ilha e, com o boom do turismo, foi necessário limitar a capacidade do local a 250 pessoas em simultâneo.

A Caldeira Velha está situada na vertente Norte do Vulcão do Fogo, um dos mais activos do arquipélago. Consiste numa falha geológica que está em contacto com a câmara magmática, cujo calor gera algumas manifestações secundárias de vulcanismo. Ali encontramos uma cascata com uma represa para banhos, com água a 25ºC, e três poças termais, entre os 36 e os 39ºC.

As águas termais, com uma composição bicarbonatada sódica, com metais dissolvidos, nomeadamente o ferro, têm sobretudo propriedades que induzem ao relaxamento. «Há quem as aconselhe para o tratamento de doenças reumatológicas e dermatológicas», diz o biólogo Tiago Meneses. Actualmente, há edifícios termais na Ferraria, na Ribeira Grande e nas Furnas. Quem lá mora considera que é uma área com grande potencial de desenvolvimento.

Ao contrário do que muitos pensam, a maioria dos vulcões da ilha de São Miguel está activa. Os complexos vulcânicos da ilha foram surgindo por etapas: Nordeste (4,2 milhões de anos) e Povoação (3,2 milhões de anos), Furnas e Sete Cidades (800 mil anos), Fogo (300 mil) e a zona fissural dos Picos (50 mil anos). «Só os dois primeiros estão extintos», explica o técnico superior na Azorina - Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza.

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