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31 agosto 2018
Texto de Irina Fernandes Texto de Irina Fernandes Fotografia de Miguel Ribeiro Fernandes Fotografia de Miguel Ribeiro Fernandes

Café biológico na Fajã dos Vimes

​​​​​Processo de torra é feito manualmente.

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Uma chávena esculpida em tronco de árvore, com a gravura Café da Fajã, dá as boas-vindas a quem chega ao Café Nunes. Localizado na costa sul da ilha de São Jorge, na Fajã dos Vimes, ao café do sr. Nunes chegam todos os dias turistas.  «O nosso café é bom, é de qualidade. Vem cá gente de uma boa parte do mundo», afiança o proprietário Manuel Nunes, 66 anos. Nas traseiras da casa tem aquela que é a maior plantação de café do arquipélago dos Açores. «Quando comprei este prédio, só existiam à volta de 10 a 12 plantas de café. Hoje tenho para cima de 500». 

O café terá chegado à Fajã dos Vimes no fim do século XVIII. «Foi um senhor que emigrou para o Brasil e, quando regressou à ilha, trouxe consigo o grão de café. A primeira plantação de café foi feita na Fajã de São João. De lá é que veio para aqui», esclarece Manuel Nunes, que se dedica à actividade há 21 anos.

A produção, essa, é feita manualmente. «A torra do café é feita em casa, nas sertãs antigas. Só podemos fazer uma torra de cada vez, com um máximo de 1.5 kg porque é tudo feito no fogão», conta Manuel Nunes que prevê fazer uma «boa colheita» entre «os 700 a 800 quilos». 

«O Sr. Nunes produz café biológico sem recorrer a químicos, e em processo manual», sublinha Germano Bettencourt. Na Fajã dos Vimes há mais para ver. Por cima do Café a mulher, Alzira Nunes e a irmã, Carminda dedicam-se à produção de colchas de Ponto Alto, representativas da tecelagem na ilha de São Jorge. «São as únicas que as continuam a produzir, aqui na ilha», finaliza Germano Bettencourt.

 

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