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27 abril 2020
Texto de Rita Leça Texto de Rita Leça

«Foi muito simples»

Doente crónica escolheu a farmácia mais perto de si para receber os medicamentos hospitalares.
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Da sua casa, em Chaves, até ao Hospital de São João, no Porto, e voltar, Cecília Santos gasta três horas só em viagem para buscar a medicação de que precisa a fim de minimizar as dores intensas nos ossos, provocadas pela espondilite anquilosante, uma doença que tem há mais de 20 anos. Este mês, a “doutora Teresa”, da Farmácia Barreiro, deu-lhe uma ajuda preciosa. 

«Pedi para receber os medicamentos na sua farmácia e disse-me logo que sim. No hospital, também foram muito simpáticos e acessíveis. No dia marcado tinha os medicamentos em casa», lembra Cecília Santos, de 39 anos. «Foi tudo muito rápido e simples. Ligaram-me da farmácia a avisar que os medicamentos tinham chegado e o meu marido foi buscá-los», conclui.

«É uma boa medida. Aqui, a maioria dos doentes crónicos tem de ir ao Hospital do Porto. A possibilidade de receberem os seus medicamentos nas farmácias mais perto ou mesmo nas suas casas evita as deslocações, o que, hoje em dia, com a pandemia, é fundamental. As pessoas têm receio de ir ao hospital e os doentes crónicos ainda mais. E com razão», explica Teresa Barreiro, directora-técnica da Farmácia Barreiro, que até ao início desta semana já tinha mais três pedidos para receber medicamentos hospitalares na sua farmácia. 

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​Por isso, Teresa Barreiro não tem dúvidas quanto às vantagens de prolongar a medida depois da pandemia de COVID-19. «As farmácias comunitárias têm um horário alargado, estão perto das pessoas e não limitam o utente a uma hora específica de entrega», diz e conclui: «É tudo mais facilitado».

Menos simples foram as mudanças que teve de levar a cabo por causa do novo coronavírus. «Como a farmácia é grande e temos três balcões, conseguimos atender duas pessoas ao mesmo tempo, cada uma num extremo da farmácia, garantindo as distâncias de segurança», conta a farmacêutica, sempre a braços com desinfecções constantes, os turnos da equipa e os pedidos recorrentes por álcool-gel, máscaras e luvas.  

Já o dia-a-dia de Cecília Santos, preenchido com a filha de três anos, ganhou uma nova tranquilidade, com a certeza de ter, na Farmácia Barreiro, um apoio fundamental para nunca perder um só dia da sua medicação.