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3 março 2022
Texto de Carina Machado Texto de Carina Machado Fotografia de Pedro Loureiro Fotografia de Pedro Loureiro

Dona Ana, por extenso

​​​​​Ana Brito e Cunha brinca acerca do lado “aristocrático” da família.​

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Da árvore genealógica de Ana Brito e Cunha fazem parte condes e viscondes, um detalhe engraçado que hoje pode muito bem servir como desbloqueador de conversa, mas que no início da carreira foi motivo de algum desconforto para a atriz. «Não sei se antes havia mais preconceito ou se fui eu que fui perdendo a vergonha com a idade, mas existia aquela coisa de “Esta menina é “betinha”, esta menina não precisa de trabalhar”. Agora, quando em brincadeiras me tratam por “beta”, digo logo que não sou “beta”, sou fidalga!». [Risos]

Segundo conta, a também atriz Marina Mota teve um papel importante neste desbloqueio. «Deu-me uma lição de vida. O meu pai, que é conde de Portugal de Faria, punha-me danada quando insistia que usasse o título nas listas de convites para as peças. Um dia, no Parque Mayer, tranquei-me num camarim minúsculo para uma argumentação ao telefone com ele: “Pai, isso já não existe!”. Quando saí, estava a Marina encostada ao lado da porta, com um ar! “Olha lá, que idade tem o teu pai? Qual é o teu problema em fazê-lo feliz? Custa-te muito agradar o homem?”. E depois do sermão, despediu-se de mim com um: “Não sejas parva!”». [Risos]

Em tempos diferentes, Ana seria “Dona Ana”, «por extenso, como diz o meu pai, mas Portugal é tão pequenino que, muito provavelmente, todos os portugueses teriam título». Nada disto importa, porém, assevera, sublinhando que importantes são os valores humanos. «Tenho a sorte de ter nascido numa família grande, em que gostamos muito uns dos outros e onde os mais velhos tomavam conta dos mais novos. E fomos criados na rua, porque não se podia entrar em casa, para não sujar os tapetes». 
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