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6 setembro 2019
Texto de Mário Beja Santos (Técnico de Defesa do Consumidor) Texto de Mário Beja Santos (Técnico de Defesa do Consumidor)

Uma nova etapa chamada menopausa

​O aconselhamento farmacêutico é fundamental.
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Quando ocorre a menopausa? Quando os ovários deixam de produzir óvulos. É um fenómeno que varia consoante as mulheres, acontecendo, em média, por volta dos 51 anos de idade, e que é acompanhado pela cessação da menstruação. O momento preciso em que chegou a menopausa é estabelecido por retrospetiva, isto é, após um ano de amenorreia (ausência de menstruação), pode afirmar-se que teve lugar a menopausa. 

Começam a surgir irregularidades no ciclo menstrual, acompanhadas, em algumas mulheres, por afrontamentos, suores noturnos, entre outros sintomas. 

A menopausa é um acontecimento natural da vida, não é uma doença e também não é uma disfunção. 

Os sinais e sintomas desta fase diferem de mulher para mulher, tanto na intensidade, como na sua duração. Além disso, a partir desta fase da vida da mulher existe uma maior predisposição para o desenvolvimento de alguns problemas de saúde, como a diminuição de hormonas femininas (especialmente os estrogénios), que pode conduzir a um aumento do risco cardiovascular. Outro risco bem conhecido é a osteoporose, como resultado de uma diminuição da densidade óssea. Por estes motivos, caso se venham a verificar, pode ser necessário recorrer a tratamentos diferenciados.



É bom não esquecer que, com a melhoria dos cuidados de saúde e o aumento da esperança média de vida, é comum a mulher viver cerca de um terço da sua vida em pós-menopausa. O fundamental é prever este novo estado a meio da vida e saber como actuar. 

O que é então saber prevenir? Já se disse que podem aparecer sintomas como afrontamentos, noites mal dormidas, mas também maior irritabilidade, estados depressivos, secura vaginal e diminuição do desejo sexual. É estimado que cerca de 80% das mulheres irão sentir alguns destes sintomas, que poderão durar meses ou até anos. Pode acontecer a perda de autoestima e o receio de envelhecer . O fundamental é que a mulher disponha de aconselhamento e encontre resposta para as suas dúvidas, assim como uma explicação para o fenómeno que está na base de todas estas mudanças.  

A terapêutica hormonal de substituição, consiste na administração de hormonas que os ovários deixaram de produzir: estrogénios e progestativos. Estes medicamentos são especialmente eficazes no alívio de sintomas como os afrontamentos ou atrofia vaginal , melhorando a qualidade de vida da mulher, e também têm efeito  na prevenção da osteoporose e nos problemas urogenitais. Contudo, manda o rigor que se diga que há situações em que esta terapêutica está contra-indicada (caso do cancro da mama, doença tromboembólica arterial, doença hepática…), devendo ser administrada com precaução nas mulheres com diabetes e risco elevado de doença cardíaca, entre outros.  

Importa aclarar que há vários tipos de terapêutica hormonal, sendo a escolha do medicamento, dose, duração e via de administração uma decisão partilhada entre o médico e a mulher. 

O aconselhamento farmacêutico é uma mais-valia ao serviço da promoção para a saúde e para a adopção de estilos de vida saudável, já que a menopausa é uma altura da vida em que pequenos gestos diários podem fazer a diferença. As mulheres têm tudo a ganhar com o aconselhamento farmacêutico, complementando na farmácia as informações recebidas no médico.​​