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3 fevereiro 2018
Texto de Sónia Balasteiro Texto de Sónia Balasteiro Fotografia de Direitos reservados Fotografia de Direitos reservados

Uma aplicação para sobrevieventes de cancro

​​​​​​​​Quando não consegue ir às aulas, Shelley encontra online exercícios adaptados ao seu nível de dor e fadiga.

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Com um cancro raro, que afecta mais homens do que mulheres e com maior prevalência em pessoas idosas, Shelley Furer procurou apoio onde podia quando foi diagnosticada. 

Os médicos tinham-lhe explicado a importância do exercício físico na sua demanda por saúde, por isso começou por procurar aulas de ginástica específicas para pessoas com cancro e inscreveu-se. O problema: «Ainda trabalho a tempo inteiro. E só há aulas de manhã, nem sempre posso», explica Shelley.

Devido a esta limitação, além das aulas presenciais de grupo em que tenta participar duas vezes por semana, Shelley sentiu que precisava de mais: apoio especializado e personalizado. Encontrou-o na aldeia global, conta. «Há algum tempo, procurei na Internet aulas específicas para pessoas com cancro e encontrei um artigo sobre Cathy Skinner. Pesquisei-a e consegui falar com ela. Tinha criado uma aplicação com exercícios específicos para a doença», conta Shelley. 

Pareceu-lhe «fantástico», continua: «É a comunidade de que estou à procura, com o tipo de flexibilidade ideal para eu conseguir fazer exercício. A verdade é que às vezes devíamos ser louvados só por aparecer nas aulas», diz, meio a brincar, meio a sério. E logo justifica: «Levanto-me muito cedo. E fazer exercício à noite, depois de um dia cheio, não é fácil. Se o puder fazer online, segundo a minha disponibilidade, pode funcionar».

Uma das vantagens da plataforma Thrivors [a ser disponibilizada em português em breve], explica a doente, é o facto de poder classificar os seus níveis de dor e fadiga em tempo real, recebendo aulas e conselhos adaptados àquele momento. «Ajuda muito, porque posso sentir que faço exercício, mesmo quando tudo o que me apetece é deitar-me no sofá». 

 

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