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ANF
14 maio 2021
Texto de Paulo Cleto Duarte Texto de Paulo Cleto Duarte Fotografia de Pedro Loureiro Fotografia de Pedro Loureiro

O fumo e os factos

​​​​​​Qualquer suspeita sobre a sustentabilidade da ANF e do seu universo empresarial é falsa.​

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​É falso que a Farminveste SGPS, S.A., holding do grupo empresarial da ANF, tenha uma dívida de 420 M€ (milhões de euros). A dívida é de 242,4M€, para um volume de negócios das empresas de 766M€ em 2020.

A alegação de que a ANF se encontra num “buraco” é delirante e inexplicável. Os activos do Grupo ANF foram avaliados pela BCG em 460M€. Tomara a banca portuguesa ter muitos clientes com este valor patrimonial, até para descanso de nós todos, contribuintes.

Qualquer suspeita sobre a sustentabilidade da ANF e do seu universo empresarial é falsa, alarmista, irresponsável e lesiva do interesse das farmácias. É também facciosa: quando a Direcção a que presido tomou posse, em 2012, o volume da dívida era de 262,9M€, ou seja, 20,5M€ superior.  

Estamos a assistir à transmutação do conceito de dívida, ao serviço de uma agenda eleitoral. Se antes era um instrumento de gestão e de investimento, agora é usada como um papão para assustar as farmácias e insultar os seus dirigentes.

A Farminveste, sob gestão da minha Direcção, registou resultados acumulados positivos entre 2012 e 2019. No ano passado, com os mesmos corpos sociais, comunicou ao mercado (-15,2M€) de resultado negativo.  É um mau resultado. Tem explicações, pode e vai ser revertido.

Devido à pandemia, os hospitais do Grupo CUF sofreram uma quebra abrupta de actividade e oneraram as contas em (-7,2 M€). Todavia, alguém duvida do valor deste activo e da sua capacidade para vir a gerar retorno às farmácias?

As dificuldades ocorridas na internacionalização da HMR - Health Market Research implicaram um prejuízo extraordinário de (-7,5M€). É consensual – e nunca ninguém pôs em causa – o valor absolutamente estratégico para as farmácias do investimento em dados e informação em Saúde. Eu continuo a acreditar nele.

Num mercado globalizado e altamente concorrencial, há investimentos que precisam de mais tempo para chegar aos resultados esperados. Hoje, a Alliance Healthcare (12,9M€) e a Glintt (1,3M€) dão resultados positivos. No passado, enfrentarem problemas, alguns bem mais graves do que os actuais. A Glintt, por exemplo, foi forçada a registar imparidades, no valor de (-46,3M€), em resultado da fusão da Consiste com a Pararede, empresa adquirida ao Banco Espírito Santo, grande aposta estratégica da anterior Direcção. Nessa época, a ANF também investiu numa carteira de acções, de bancos e outras empresas externas ao sector, que desvalorizou (-11,2 M€) em 5 anos.

A ninguém ocorreu usar estes factos para atacar a honra dos dirigentes, assaltar o poder ou sequer pôr em causa tais investimentos, numa altura em que a dívida era maior do que é hoje. 

A barragem de fumo negro a que agora assistimos provoca danos lamentáveis na imagem das empresas e das farmácias, assim como na sua representação externa. 

Graças a 47 anos de trabalho de todos os associados, colaboradores e dirigentes, a ANF é mais forte do que isso. 



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