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4 setembro 2020
Texto de Irina Fernandes Texto de Irina Fernandes Fotografia de Pedro Loureiro Fotografia de Pedro Loureiro

Enguias, um património

​​​​​A iguaria desenvolve-se nas águas da Lagoa de Santo André, reserva natural.

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Em plena Costa Vicentina, a reserva natural da Lagoa de Santo André convida a uma experiência à mesa. Por aqui, a enguia é produto rei. «As nossas enguias têm fama, lá isso têm!

São umas enguias de água muito límpida, que se desenvolvem numa reserva natural e, por esse motivo, são melhores do que em outro lado qualquer», revela Carlos Andrade, 68 anos, cozinheiro e proprietário do restaurante Chez Daniel, que abriu portas em 1985, ainda «em cima das dunas».

Azeite no fundo do tacho, rodelas de cebola e coentros com fartura, e uma mão-cheia de enguias. Com pão frito ou torrado, faz-se mais um ensopado de enguias. «É o prato que tem mais saída, mas nós fazemos enguias de várias maneiras: grelhadas, em cataplana, em caldeirada».

Os pescadores locais dedicam-se à apanha, que só pode ser feita em meses específicos. «Em Julho, por exemplo, há apanha da enguia. Depois fecha em Setembro e reabre em Novembro», conta Carlos Andrade.

Todos os anos, o Festival da Enguia, que vai já na 6.ª edição, traz visitantes à localidade para provar a iguaria. «Habitualmente, começa a 22 ou 25 de Janeiro e termina em Fevereiro. São 15 dias. Aparecem aqui milhares de pessoas para comer as nossas enguias!».

Também anualmente, no final de Março, a lagoa é aberta ao mar. Uma forma de renovar as águas e de melhorar os ecossistemas aquáticos. «A partir daí, não se pesca. Só se volta a pescar quando a lagoa é fechada», descreve o proprietário do restaurante.

A abertura da Lagoa de Santo André faz-se com intervenção humana. A escavação na areia para formar um canal entre a lagoa e o mar decorre no equinócio da Primavera, desde o século XVII. Primeiro fez-se com a força do homem e de animais, mas recentemente é feita com recurso a máquinas.

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