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19 março 2021
Texto de Paulo Cleto Duarte Texto de Paulo Cleto Duarte Fotografia de Pedro Loureiro Fotografia de Pedro Loureiro

Reforçar a linha da frente

​​​​​​A rede de farmácias está a ser chamada à acção.​

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Um ano depois de entrarmos em Estado de Emergência, Portugal está numa nova fase de combate à pandemia, focada na mitigação do seu impacto social, na saúde e na economia. Um novo contexto determina uma nova abordagem. Essa nova abordagem assenta em duas medidas de saúde pública estruturais: a massificação da testagem e a massificação da vacinação, associadas a um desconfinamento gradual.

Não sei (alguém tem a certeza do caminho certo?) se este caminho vai resultar. O que sei e tenho a certeza é que é melhor ter uma estratégia e executá-la do que não ter estratégia nenhuma e deixar que a agenda comande a nossa vida. 

A rede de farmácias está a ser chamada para reforçar ainda mais a linha da frente. É um sinal de reconhecimento da competência do farmacêutico e de valorização enquanto rede de saúde pú​blica e factor de coesão territorial 

Todos somos poucos para vencer esta pandemia. Tenho a certeza que a maior intervenção da rede de farmácias, em articulação com os outros prestadores de cuidados de saúde -  do sector pú​blico, privado e social - , com o Governo, as entidades reguladoras, os municípios, todos centrados na defesa da saúde das pessoas, é um reforço imprescindível da linha da frente, em duas batalhas essenciais para vencer a guerra à pandemia COVID-19.

É importante não ficar parado. A incerteza e a indefinição corroem o tecido social e económico. E é sempre melhor mudar, encerrar um ciclo e começar um novo, do que ficar parado no presente, sem saber para onde ir. Toda esta situação, fez-me recordar um poema de Hans Magnus Enzensberger que a minha filha partilhou comigo, no dia em que faz 18 anos.​

​Escolhe entre os erros,
que tens à tua disposição,
mas escolhe certo.
Talvez seja errado
fazer o que está certo
no momento errado,
ou esteja certo
fazer o que é errado
no momento certo?
Um passo ao lado,
impossível de corrigir,
O erro certo,
uma vez desaproveitado,
não é fácil que volte a surgir. ​

Hans Magnus Enzensberger, tradução de Alberto Pimenta
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