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3 fevereiro 2018
Texto de Hugo Rodrigues (Pediatra) Texto de Hugo Rodrigues (Pediatra)

Rotinas: sim ou não?

​​​​​​​​​​​Não é preciso andar sempre de relógio, mas as regras ajudam no futuro.

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Todos os bebés e crianças precisam de sentir-se seguros para poderem crescer e desenvolver-se adequadamente. Uma das formas de transmitir essa segurança é através das rotinas, pois permitem “programar” o dia-a-dia e antecipar o que vai acontecer a seguir.

Quando um bebé nasce, o seu dia-a-dia é um pouco “anárquico”, pois acaba por ser mamar, dormir e pouco mais. No entanto, à medida que vai crescendo, começa a ficar mais tempo acordado e também a aperceber-se de tudo o que o rodeia. O dia passa a ter momentos diferentes e torna-se importante transmitir-lhe a ideia de que existem regras. É importante criar algumas rotinas, nomeadamente nas actividades que se repetem todos os dias, tal com o banho, alimentação e sono, por exemplo.

Aqui ficam alguns conselhos práticos:
  • Sono – Meia hora antes de deitar o bebé, comece a desligar as luzes de casa, para reduzir a intensidade luminosa. Cante sempre a mesma canção ou coloque a mesma música, para que o seu filho se vá ajustando e reduzindo o nível de atenção
  • Banho – Explique sempre o que vai acontecer, mesmo que o seu filho ainda seja bebé. Mostre-lhe o local onde vai tomar banho antes de o colocar dentro de água e pode ir cantando sempre a mesma canção, que ele vai passar a associar ao banho
  • Alimentação – Mais uma vez, deve explicar-lhe que é hora de comer. Sente-o à mesa sempre no mesmo local e evite grandes distracções, para que ele se possa “focar” no acto de comer e para que veja o que lhe estão a dar (o treino visual é muito importante neste processo de aprendizagem)

Claro que não é preciso andar sempre de relógio e ser intransigente com os horários, mas se for possível haver alguma regra desde os primeiros tempos de vida, vai certamente ajudar no futuro.


[Carla Ventura]
Tenho uma bebé de seis meses que nunca foi de comer, mas era muito curiosa, e comia a sopa e a fruta sem grandes alaridos. Na passada segunda-feira introduzi a carne na sopa e comeu bem nesse dia, mas nos dias seguintes foi uma aflição. Grita imenso e o mesmo se passa ao jantar, com a sopa de legumes. Não alterei a forma de fazer as sopas, nem os ingredientes, mas estou a ficar desesperada. O que me aconselha a fazer?
Uma vez que houve essa alteração tão súbita de comportamento, é importante perceber se de resto está tudo bem com a bebé, ou seja, se durante o dia está tranquila e isso surge só nos momentos da refeição. Como está numa fase inicial de adaptação à sopa, penso que o ideal será tentar encontrar sabores que ela goste mais e permitam voltar a ganhar curiosidade, nomeadamente pela introdução de legumes mais doces (batata doce em vez de batata, abóbora ou cebola, por exemplo).

[Sílvia Barros]
Começámos a alimentação (sopa) da bebé aos cinco meses. Desde o início é muito complicada para comer. Comecei por fazer sopa com batata e cenoura, e a cada quatro dias ia introduzindo um ingrediente novo. Como não tinha sucesso alterei para batata doce e abóbora, mas nem assim. Entretanto experimentámos a papa, mas continua igual. Agora iniciámos a sopa. Segundo a pediatra, devemos dar a sopa e se ela rejeitar não há problema, daí a uma hora voltamos a tentar. O problema é que começamos às 11h e terminamos às 19h de lhe dar 150 ml de sopa (durante este tempo não come mais nada). A única coisa que vai comendo é fruta e continua a fazer leite materno de manhã, por vezes a meio da tarde e à noite. O que devo fazer para ela comer melhor? Quantas refeições deve ela fazer e em que quantidades? Devo insistir quando não quer mais?
Nesta fase de adaptação, acho que insistir muito não é grande ideia, pois pode criar alguma aversão ao momento da refeição. Com cinco meses deve fazer apenas 1 refeição de sopa, eventualmente 1 de papa e as restantes de leite. Relativamente ao que deve fazer para que ela
coma melhor, nesta fase é mesmo uma questão de ir experimentando diferentes sabores, para que ela os vá descobrindo e encontre os que gosta mais. Geralmente os alimentos ácidos são mais difíceis de introduzir, pelo que deve tentar evitá-los nesta fase inicial.

Pergunte ao pediatra:

pediatra@sauda.pt​​

O Dr. Hugo Rodrigues responde.
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