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9 outubro 2017
Texto de Irina Fernandes Texto de Irina Fernandes

O Porto é uma nação

​​​​​​​​​​​​​​​​Esta candidatura é um objectivo nacional.

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Cidade segura e com muitas horas de sol. Cidade onde se celebra o conceito “mais família”. Destino de custo de vida barato e com atmosfera “muito atraente”.  Estes são alguns dos “pontos fortes” da candidatura do Porto a futura sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês).

Ultrapassada a polémica, os responsáveis pela candidatura portuguesa salientam o seu carácter nacional. «Os grandes trunfos do Porto são os trunfos de Portugal: somos um país estável, de gente acolhedora, com um bom clima, actividade económica e financeira e com um custo de vida bastante mais barato. Isto é, temos capacidade técnica para cumprir integralmente os requisitos e o funcionamento de uma estrutura como a EMA», sustenta Eurico Castro Alves, um dos coordenadores da comissão da candidatura portuguesa.

Em consequência do Brexit, a Agência Europeia do Medicamento terá de deixar a sua localização actual, no Reino Unido, em Março de 2019. O anúncio da cidade escolhida para substituir Londres está marcado para 15 de Novembro.

A concorrer ao lado de países como Alemanha, França ou Espanha - são 19 os estados da União Europeia que estão na corrida à relocalização -, a Invicta é apresentada como Uma Cidade Que o Faz Sentir em Casa, [A City That Makes You Feel At Home] no vídeo que oficializa a candidatura. «Seguro, ensolarado, com uma cultura e herança rica, resultante de nove séculos de história e com uma alta qualidade de serviços de saúde, escolas internacionais e excelentes conexões de voos em todo o mundo, o Porto oferece uma qualidade de vida única», lê-se na página oficial da candidatura, www.emainporto.eu.

O ex-secretário de Estado da Saúde e antigo presidente do Infarmed acredita que a cidade portuguesa tem tudo para ser escolhida na relocalização da EMA, dado que é “extremamente boa para se viver, com capacidade hoteleira, cultural e universitária». Por outro lado, o Porto garante «empregabilidade para os familiares dos funcionários da EMA e escolas bilingues suficientes para acomodar os filhos».​

Eurico Castro Alves admite, no entanto, que esta não é uma luta fácil. «Está toda a gente muito empenhada, consciente de que é um combate muito difícil, com oportunidades pequenas, mas reais. Vejo um grande entusiasmado e empenhamento e isso anima-me muito e dá-me esperança. Um dos factores do sucesso é também a dedicação das pessoas aos objectivos e isso está a acontecer», frisa. 

Segundo um relatório encomendado pelo Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento, à consultora Deloitte, a fixação da EMA no Porto terá um impacto directo na economia nacional estimado em 1.130 milhões de euros, até 2030, com a criação de 5.315 novos postos de trabalho.

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«É difícil, mas não é impossível»​

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Eurico Castro Alves


R​EVISTA FARMÁCIA PORTUGUESA (RFP): Quais os principais trunfos do Porto nesta candidatura? 
EURICO CASTRO ALVES (ECA): O Porto é uma cidade desenvolvida ao nível europeu com coisas muito interessantes: pela terceira vez foi eleito o melhor destino turístico da Europa, o movimento de turismo não tem parado de crescer. Trata-se de uma cidade europeia com tudo de bom em termos tecnológicos acrescentando que possui bom clima, boa vida, ambiente cultural, nocturno e gastronómico. Numa palavra diria que é uma cidade atraente, tem atmosfera. Por outro lado, Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo e isso é um valor cada vez mais importante nos nossos tempos.

RFP: Qual o impacto social e económico previsto caso o Porto venha a receber a EMA? 
ECA: É um impacto extremamente interessante para o país e para a região. Estamos a falar de 890 funcionários que vão chegar com os conjugues e filhos, e de um conjunto de empresas que se vão instalar porque têm de ter proximidade com a EMA. Portanto, há um conjunto de oportunidades directas e indirectas que se concretizam em termos económicos. A economia de qualquer cidade, com a presença da EMA, dá um passo em frente.

RFP: Na sua opinião, qual é a cidade que reúne maiores hipóteses de vencer?  
ECA: Quero acreditar que seja o Porto, pelas razões referidas. Há um conjunto de influências políticas e diplomáticas que vão ter um papel decisivo no resultado final desta operação. Acredito muito na capacidade do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros e dos seus funcionários. Sabemos que é muito difícil, mas que não é impossível. E como não é impossível vamos dar o nosso melhor. 


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