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23 maio 2018
Texto de Carlos Enes e Rita Leça Texto de Carlos Enes e Rita Leça Fotografia de DR Fotografia de DR

«É preciso alargar a outras zonas do país»

​​​«Os portadores de VIH perceberam que o farmacêutico os trata como a qualquer doente».

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O impacto do projecto-piloto nos doentes é «gigante», defende Ricardo Fernandes, director-executivo do GAT – Grupo de Activistas em Tratamento. «É importante alargá-lo a outras zonas do país», afirma ainda este observador.

O facto de os doentes poderem escolher a farmácia, assim como a data e a hora a que vão buscar os medicamentos, representa «uma grande liberdade em relação ao que acontece hoje em dia», expõe o representante dos portadores do VIH-sida. «As deslocações ficam mais baratas e a aquisição dos medicamentos mais rápida». Na sessão de apresentação de resultados, realizada no Infarmed, no dia 27 de Abril, o director-executivo do GAT considerou «o envolvimento das pessoas e, especialmente, dos doentes, muito importante para o projecto estar mais próximo das suas necessidades».

A dignidade dos doentes que aceitaram integrar o projecto-piloto foi salvaguardada. «Os portadores de VIH perceberam que não tem mal nenhum ir à farmácia buscar os seus medicamentos, que o farmacêutico os trata como a qualquer outro utente e que a privacidade e confidencialidade em relação aos dados de saúde não é exposta», relata Ricardo Fernandes. Em lugar de receios, verificam-se ganhos, na medida em que «há uma normalização da doença do ponto de vista social, pelo facto de as pessoas verem que pode ser tratada na farmácia».

Durante o estudo, manteve-se a estabilidade clínica dos 43 doentes envolvidos, o que foi medido indirectamente, por não terem ocorrido abandonos. Ricardo Fernandes lança uma proposta para o futuro: «Gostaria de ver uma tentativa idêntica, mas com pessoas com problemas de adesão à terapêutica».
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