Política de utilização de Cookies em Revista Saúda Este website utiliza cookies que asseguram funcionalidades para uma melhor navegação.
Ao continuar a navegar, está a concordar com a utilização de cookies e com os novos termos e condições de privacidade.
Aceitar
1 julho 2017
Texto de Hugo Rodrigues (pediatra) Texto de Hugo Rodrigues (pediatra) Fotografia de João Pedro Marnoto Fotografia de João Pedro Marnoto

Saciar a sede

​​​Quando dar água ao bebé.

Tags

Para tentar sistematizar as ideias, podemos dividir os bebés em três grandes grupos:

  • Bebés alimentados exclusivamente a leite materno. Nestas situações não se justifica dar água, uma vez que o leite materno possui toda a água de que o bebé necessita. Não é propriamente "criminoso" fazê-lo, mas se beber demasiado pode condicionar a quantidade de leite que vai mamar. As únicas excepções a esta regra são as vagas de calor ou vómitos persistentes, pois nesses casos é sempre importante reforçar a hidratação.

  • Bebés a tomar fórmula infantil como substituição ou complemento do leite materno. As fórmulas são um pouco mais concentradas do que o leite materno, pelo que, nestes casos, deve-se oferecer água. E a palavra certa é mesmo oferecer, uma vez que deve ser o bebé a decidir quanta água quer beber.

  • ​Bebés que já iniciaram a diversificação alimentar. Sempre que os bebés introduzem outros alimentos para além do leite, devem ir bebendo água, pelo que é uma prática recomendável a partir dessa altura.


É muito importante perceber que o consumo de água nunca deve ser forçado. É fundamental que os bebés aprendam a gostar e isso deve ser treinado desde que é introduzida. Há alguns pais que tentam "enganar" os filhos quando eles não bebem, dando-lhes chá, sumo de fruta ou outras bebidas mais adocicadas. Esta não é, de todo, a melhor prática, pois vai dificultar a aprendizagem dos bebés relativamente ao sabor da água, podendo condicionar a quantidade que vão beber mais tarde.

Nesta altura do Verão, estes conselhos são ainda mais importantes, uma vez que os bebés precisam mesmo de se hidratar para compensar as perdas através da transpiração, que podem ser significativas. Enquanto não são autónomos, essa responsabilidade fica a cargo dos pais, que devem estar alerta para essa necessidade, prevenindo possíveis situações de desidratação.


CONSULTÓRIO

[Vera Figueiredo]

A minha filha tem três anos e meio, e em Agosto do ano passado foi operada aos ouvidos e às adenóides. Foi colocado um tubo no ouvido direito e as adenóides foram retiradas. Há seis meses, o ouvido deita uma matéria de cor amarelada e toma antibiótico de 15 em 15 dias. Quando para, volta a deitar matéria mas agora com cor rosada, que me parece com sangue. Esta situação é normal? O que devo fazer?

Apesar de não ser a situação mais comum, é algo que pode acontecer, uma vez que os tubos que são colocados nos ouvidos podem funcionar como uma espécie de "porta de entrada" para microrganismos e, assim, favorecer o aparecimento de pus (que me parece ser a situação da sua filha). Muitas vezes, consegue-se controlar a situação apenas com tratamento local, mas nem sempre isso é possível, necessitando por vezes da administração de um antibiótico. Como no caso da sua filha parece ser um quadro muito recorrente, penso que deveria falar com o otorrino que a operou, para tentar perceber se existe outra solução.

 

[Sílvia Silva]

Gostaria de saber a sua opinião em relação às papas industriais para bebé. Estou a colocar-lhe esta questão porque nunca optei por dar à minha filha (13 meses), pelo facto de conter uma grande quantidade de açúcar. Porém, ao observarmos os restantes ingredientes, deparamo-nos com a existência de diversas vitaminas... Quando lhe dou papa, opto sempre por fazer caseira (com farinha de arroz, por exemplo).

A questão é muito pertinente. Realmente, as papas caseiras podem ter menos quantidade de açúcares do que as papas "comerciais" e isso é vantajoso. No entanto, apresentam duas desvantagens que devem ser consideradas, nomeadamente a falta de suplementação vitamínica e também o facto de os cereais estarem muito menos sujeitos a controlos de qualidade. Diria que o ideal é usar o bom senso e ir variando, de forma a tentar usufruir dos aspectos positivos de cada opção.

 

Ponha a sua questão ao pediatra: Tem dúvidas? receios? angústias? O Dr. Hugo Rodrigues responde.

Escreva para pediatria@sauda.pt​. ​​

Notícias relacionadas