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1 abril 2017
  Crianças
Texto de Hugo Rodrigues (pediatra) Fotografia de João Pedro Marnoto Fotografia de João Pedro Marnoto Texto de Hugo Rodrigues (pediatra)
Não deixe para amanhã o que o bebé pode comer já
​​​​​​​​A introdução de novos alimentos é um marco no desenvolvimento das crianças.
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Pediatria para todos Consultório Revista Saúda #18

​É fundamental os bebés habituarem-se a aceitar sabores, cores e texturas, mas é também importante saber como prevenir possíveis alergias e intolerâncias alimentares. 


ALERGIAS 
Tem-se verficado um aumento de casos de alergias e, por isso, as recomendações para a introdução dos diferentes alimentos têm mudado. Até há poucos anos acreditava-se que os alimentos mais alergénicos deveriam ser introduzidos lenta e tardiamente na alimentação dos bebés. Houve, inclusivamente, recomendações da Academia Americana de Pediatria que falavam em introduzir o peixe e o ovo aos dois anos, e os frutos secos aos cinco. Veri​​​ficou-se que a introdução tardia dos alimentos provocava uma reacção no organismo que os reconhecia como estranhos, reagindo contra eles. Estudos mais recentes demonstram que a introdução precoce dos alimentos induz uma tolerância no organismo que previne as próprias alergias. Com base nessas conclusões, as recomendações de Janeiro deste ano da Sociedade Europeia de Nutrição Pediátrica (SENP) são claras: deve-se introduzir precocemente todos os alimentos, mesmo os mais alergénicos. A introdução deve ser cuidadosa e supervisionada, mas não atrasada. 

DOENÇA CELÍACA 
A doença celíaca é uma intolerância ao glúten, proteína existente em alguns cereais, como o trigo, centeio, cevada. Também nestes casos a prática aconselhada era a introdução do glúten por volta dos seis meses. A SENP defende que o glúten pode ser introduzido entre os 4-12 meses de idade, em pequena quantidade nas primeiras semanas, dando tempo ao organismo para se habituar progressivamente de modo a ser menos provável surgir uma intolerância. 



CONSULTÓRIO

[Diana Sousa] 
Tenho uma bebé de 20 meses e a pediatra aconselhou dar-lhe a vacina da varicela. Mas fiquei com dúvidas: ao administrar a vacina, ela pode desenvolver a varicela mais cedo? É mesmo importante dar esta vacina? Não tem efeitos secundários?

Se der a vacina, em princípio não desenvolve varicela, porque fica protegida. No entanto, pensa-se que a duração da protecção seja de cerca de dez anos, ou seja, ao fim desse tempo pode surgir a doença. Não é costume provocar grandes efeitos laterais. As recomendações da Sociedade Portuguesa de Pediatria são para administrar essa vacina a crianças de risco, que tenham algum tipo de doença crónica.

[Sofia Arcadinho] 
Fui mãe pela 1.ª vez há quatro meses e meio. A Rita é alimentada a leite industrial desde que nasceu. A partir dos três meses, as cólicas desapareceram, mas voltaram desde a introdução da papa sem glúten. As primeiras colheradas correm bem mas rapidamente se instala um mal-estar que a leva a rejeitar a papa. Deverei começar a dar a sopa? Ou mudar a marca da papa?

Prefiro iniciar a diversificação alimentar pela sopa em vez da papa, mas as duas opções são aceitáveis. Se sente que fica desconfortável com a papa, experimente utilizar uma não láctea e fazê-la com o leite habitual, em vez de usar uma papa láctea de preparar com água. Provavelmente vai notar melhorias.

[Ricardo Garcia] 
O meu filho tem umas manchas nas costas, que têm vindo a alastrar. Não me parece que tenha comichão ou dor. O que pode ser?

Podem ser eczemas. O ideal é utilizar produtos específicos para pele atópica (champô, gel de banho e hidratante) e, se não for suficiente para os eczemas desaparecerem, pode aplicar um creme com corticóide durante 3 dias.

Ponha a sua questão ao pediatra: Tem dúvidas? receios? angústias? O Dr. Hugo Rodrigues responde. 
Escreva para pediatria@sauda.pt.
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