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11 março 2017
Texto de Hugo Rodrigues (Pediatra) Texto de Hugo Rodrigues (Pediatra) Fotografia de João Pedro Marnoto Fotografia de João Pedro Marnoto

O pai faz falta

A participação paterna no quotidiano dos filhos é vantajosa para toda a família.
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A imagem tradicional da mãe que fica em casa a cuidar dos filhos e do pai ausente em trabalho é cada vez menos habitual. A divisão de papéis em termos laborais é muito frequente e, felizmente, isso verifica-se cada vez mais nas tarefas domésticas. 

É muito comum encontrar pais envolvidos activamente na educação e nas rotinas dos filhos e isso, do ponto de vista familiar, traz vantagens para todos. Ver uma criança ser levada pelo pai à escola, ao ballet, ao futebol ou a uma consulta médica começa a fazer parte da rotina e já não causa estranheza. 

É claro que, em algumas situações, isso pode estar relacionado com casos de separação ou divórcio, mas muitas vezes nada têm a ver com esses casos. São pura e simplesmente opções familiares, que permitem um maior envolvimento dos pais.

Há cada vez mais estudos que tentam perceber a influência desta maior participação paterna no quotidiano dos filhos e quase todos chegam às mesmas conclusões: é vantajosa para todos, pais e filhos (e também para as mães, que acabam por poder gerir melhor o seu tempo). Parece aumentar a capacidade cognitiva das crianças, bem como a estabilidade emocional e a auto-estima, pelo que se esse não é ainda o caso da sua família, aqui ficam alguns conselhos para os pais poderem aumentar o envolvimento no dia-a-dia dos filhos:

• Tente assumir algumas rotinas desde o nascimento (pode ser dar banho, deitar à noite ou colocar a arrotar, por exemplo)
• Conforme vai crescendo, converse com ele sobre os amigos e rotinas da escola
• Tenha tempo de qualidade com o seu filho (um momento de brincadeira a dois em que é ele a ditar as regras aumentará muito a vossa cumplicidade)
• Envolva-se nas actividades escolares, procurando estar presente em reuniões
• Acompanhe as actividades extracurriculares, tentando assistir aos treinos e jogos, sempre que possível 

Como é lógico, todos estes conselhos são válidos também para as mães, mas geralmente são áreas em que a participação materna acaba por acontecer de forma mais natural. E, se se conseguir o envolvimento de ambos é, sem dúvida, o ideal para toda a família!

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CONSULTÓRIO

[Tarcia Morgado]
Tenho um filho de 19 meses. Eu e o pai não vivemos juntos e ele está à minha guarda. No entanto, o meu filho está praticamente todos os dias com o pai na ida para a escola. Passa muitos fins-de-semana na casa dos avós, que é também a casa do pai. Estou a afectar o meu filho com este “pingue-pongue” entre estar comigo e com o pai? Não é rotineiro nem combinado, acontece espontaneamente. É uma criança saudável e super sociável. A fala está bem desenvolvida, interage demonstrando compreensão. Pode aconselhar-me, por favor?

Este tipo de situação não tem uma solução universal, que se adapte a todos, pelo que o mais importante é sempre o bem-estar da criança. No vosso caso, parece que o seu filho está muito bem adaptado e isso significa que a vossa opção está a funcionar bem. Não é uma garantia de que vai continuar assim no futuro, mas de momento parece-me uma boa opção. Devem continuar com a preocupação de ele ter um contacto frequente com os dois (pai e mãe) e mantenham um acompanhamento próximo, de forma a perceber se ele manifesta algum desconforto. Enquanto estiver bem não me parece que haja motivo para preocupação.

[Marlene Cardoso]
Sou mãe de primeira viagem e, como tal, tenho algumas dúvidas. O meu filho Duarte vai iniciar agora a sopinha, pelo que gostava de lhe colocar algumas questões:
• Devo fazer a sopinha para quantos dias?
• Posso utilizar legumes congelados ou devo optar sempre pelos frescos?
• No caso de congelar a sopa, devo fazê-lo por quanto tempo?
• Quando começar a beber água, mesmo a comprada, devo fervê-la?

A sopa pode ser feita para 3-4 dias, desde que esteja devidamente guardada no frigorífico, para não se estragar. Os legumes frescos têm mais sabor e maior valor nutricional, pelo que devem ser a primeira
opção, mas não há problema em usar legumes congelados. No caso de congelar, deve tentar consumir a sopa com a maior brevidade possível, idealmente no primeiro mês. No entanto, de um modo geral, a sopa pode ficar congelada por 3 meses sem se estragar (esta duração pode variar consoante os ingredientes que usar).
No caso da água engarrafada, não precisa de ferver.

Ponha a sua questão ao pediatra: Tem dúvidas? receios? angústias? O Dr. Hugo Rodrigues responde. 
Escreva para pediatria@sauda.pt​.
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