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Sabe dar banho ao cão?

O banho, ainda que a sua regularidade possa variar em função da raça, nunca deve ser mais do que uma vez por mês, sendo que há casos em que bastará três a quatro vezes por ano.

 

Diz-se que o cão é o melhor amigo do homem e, de facto, para muitas pessoas constitui uma companhia valiosa. Ajuda a preencher os momentos de solidão, é companheiro de brincadeiras, estimula o desenvolvimento de laços afetivos e contribui até para ultrapassar algumas dificuldades no crescimento.

Contudo, o cão pode ser também fonte de problemas, quer pelas doenças que o podem afetar, quer pelas que pode transmitir ao ser humano. Um risco que se minimiza com o adequado acompanhamento veterinário, mas também através da higiene.

O banho é, neste domínio, um cuidado essencial. E para todas as raças, ainda que a sua regularidade possa variar em função da mesma, nunca deve ser mais do que uma vez por mês, sendo que há casos em que bastará um banho três a quatro vezes por ano.

A escolha do champô deve ser em função do tipo de pelo, existindo produtos apropriados para pelo curto e pelo liso, mas também champôs de uso frequente e outros com efeitos mais específicos – para hidratar, controlar alergias ou problemas como a seborreia. O importante é não utilizar os mesmos produtos da higiene humana, na medida em que são quimicamente mais agressivos e podem dar origem a irritações cutâneas.

Ainda antes de molhar o animal, há dois cuidados prévios a não esquecer– proteger as orelhas e proteger os olhos. Para evitar que a água entre no canal auditivo pode colocar-se uma bola de algodão nas orelhas. Quanto aos olhos, a preocupação deve ser evitar o contacto com o champô, pois pode causar irritação.

Com tudo a postos, finalmente o banho: há que ajustar a temperatura e a pressão e começar:

1) A água deve estar tépida, pois é nesta temperatura média que a maior parte dos champôs é mais eficaz. E o bocal do chuveiro deve ser aproximado o mais possível do pelo do animal, para que ele não se assuste. Desta forma a água também penetra melhor na pelagem;

2) A lavagem deve fazer-se na direção dos quartos traseiros para a cabeça, a última parte a ser molhada, mas tendo o cuidado de não apontar diretamente o jato de água. O fluxo deve ser suave e a cabeça do animal inclinada ligeiramente para que a água escorra pelo pescoço e não para o focinho. Com os dedos espalha-se água pelo nariz, olhos e boca;

3) A aplicação do champô deve seguir o mesmo trajeto da água, assegurando que é bem espalhado e que o produto não fica apenas à superfície do pelo. Se o cão tiver pelo curto pode usar-se uma escova de borracha para ajudar a espalhar o champô; já se o pelo for comprido, deve massajar-se o produto na direção do crescimento do pelo, evitando-se assim que fique embaraçado;

4) Para enxaguar, o procedimento é inverso: sempre com a água tépida, começa-se pela cabeça em direção aos quartos traseiros. É importante assegurar que não ficam vestígios de champô, pois podem causar enfraquecimento do pelo e irritação da pele;

5) Bem lavado e enxaguado, o pelo deve ser seco com uma toalha: se for comprido, deve ter-se o cuidado de não esfregar muito para não embaraçar; se for curto deve passar-se a toalha em movimentos circulares. Todos os cães devem ser escovados, pois é algo que ajuda a remover parasitas e resíduos, permite detetar lesões cutâneas e, ainda, favorece a renovação capilar;

A higiene do cão é fundamental: é meio caminho para o manter saudável e manter saudáveis todos os que com ele convivem e que desfrutam da sua companhia e brincadeiras.