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Vive cansado?

Falta-lhe energia e sente-se constantemente exausto, sem razão aparente? Sente que não consegue ter um sono reparador?

 

Esta é uma situação que se mantém há vários meses? Esteja atento porque pode sofrer da chamada Síndrome de Fadiga Crónica.

A Síndrome de Fadiga Crónica (SFC) foi classificada, em 1990, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma doença do sistema nervoso e diz respeito a uma fadiga extrema e duradoura (seis meses consecutivos ou mais), sem causa comprovada e sem alterações nos exames físicos ou laboratoriais.

Outras manifestações características:

  • Dor de cabeça;
  • Falhas de memória e problemas de concentração;
  • Dificuldade em adormecer;
  • Dor de garganta;
  • Inchaço no pescoço ou nas axilas;
  • Dor muscular e articular, entre outros.

O início dos sinais e sintomas pode começar com um mal-estar semelhante ao da gripe, contudo, em muitas pessoas, a fadiga começa sem nenhuma manifestação anterior.

Causas e fatores de risco

Ainda não são conhecidas as causas da doença e não existe nenhum teste de diagnóstico preciso. Como tal, o médico precisa de despistar diversas doenças (como a anemia, falha renal, distúrbios inflamatórios, como a artrite reumatoide, distúrbios da tiroide, entre outros) que podem causar sinais e sintomas semelhantes.

A Síndrome de Fadiga Crónica é considerada uma doença rara e estima-se que, em Portugal, possam existir cerca de 15 mil doentes. Afeta três vezes mais as mulheres do que os homens e, ainda que incida principalmente entre as pessoas entre 25 e os 45 anos, pode também afetar crianças e idosos.

Complicações sociais

Trata-se, efetivamente, de uma doença complexa, que acaba por interferir com a qualidade de vida das pessoas, afetando-os mesmo a nível familiar, social e profissional.

Há ainda quem duvide de que esta seja realmente uma doença e os próprios doentes habituaram-se a conviver com estes sintomas anos a fio, renunciando a procurar um médico. Não se isole, combata a doença e procure ajuda!