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Tricomoníase – o que é?

A tricomoníase é a infeção sexualmente transmissível (IST) curável mais comum no Mundo. É causada pelo protozoário (um tipo de parasita) Trichomonas vaginalis e é, na maioria dos casos, assintomática (apenas 3 em cada 10 pessoas têm manifestações da infeção). Afeta mais frequentemente mulheres, particularmente com o avançar da idade.

 

Os sinais e sintomas mais comuns de tricomoníase aparecem entre 5 a 28 dias após o contacto com o parasita e incluem:

  • Em mulheres:
  • Corrimento vaginal com odor intenso e cor alterada;
  • Edema (inchaço) e/ou prurido (comichão) na região genital;
  • Necessidade de urinar com frequência e dor ao urinar e/ou durante a relação sexual;
  • Em homens:
  • Corrimento peniano (no pénis);
  • Irritação/prurido ao nível do pénis;
  • Ardor após urinar e/ou ejacular.

A par destas manifestações, durante a gravidez, a tricomoníase encontra-se, muitas vezes, associada a partos precoces e a baixo peso à nascença.

Como se diagnostica?

Uma vez que, quando presentes, os sinais e sintomas de tricomoníase são muito inespecíficos (isto é, podem estar associados a outras doenças), o diagnóstico definitivo desta infeção só é conseguido por meio de testes laboratoriais. Assim, se considera que pode ter esta ou outra IST, não hesite em consultar um médico.

Qual o tratamento?

Por ser uma infeção causada por um protozoário, o tratamento passa pela toma de medicamentos adequados. O tratamento da tricomaníase – que, por norma, tem a duração aproximada de uma semana – deve ser estendido ao parceiro sexual e as relações sexuais só deverão ser retomadas no final do tratamento, na ausência de sinais e sintomas de infeção.

No entanto, e como em qualquer infeção, a prevenção é a chave e passa pelo uso de preservativo em todas as relações sexuais.

É realmente importante apostar na prevenção, vigilância, diagnóstico e, em caso de infeção, tratamento da tricomoníase. Esta, como outras IST, a par do incómodo que por vezes causa, pode aumentar o risco de transmissão e contágio por outros microrganismos, como o vírus da imunodeficiência humana (do inglês, Human Immunodeficiency Virus – HIV), responsável pela Síndroma da Imunodeficiência Adquirida (SIDA).