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O que é o Lúpus?

A palavra lúpus deriva do latim e tem como significado “Lobo”. A explicação deve-se às lesões/manchas no rosto tão características desta doença que são semelhantes às marcas no focinho de um lobo.

 

O lúpus é uma doença crónica (para toda a vida) e autoimune – ou seja, o sistema imunitário, que tem como objetivo combater microorganismos externos (como vírus e bactérias), não é capaz de identificar quais as diferenças entre esses microorganismos e os constituintes ​​do nosso corpo. Como resultado, o sistema imunitário ataca o próprio organismo. O lúpus pode afetar qualquer pessoa mas atinge, sobretudo, a população feminina (90% dos doentes são mulheres). 

Sinais e sintomas

É uma patologia imprevisível com sintomas que variam de acordo com o grau de gravidade da doença, de doente para doente e, no mesmo doente, consoante a fase em que se encontra. Isto porque pode alternar entre fases: uma fase sem sintomas, em que a doença está “adormecida”, e uma fase ativa, com sintomas. Portanto, não é fácil identificar um caso de lúpus.

Sinais e sintomas mais comuns:

  • Manchas vermelhas na pele (rosto – por vezes em forma de borboleta em todo o nariz e bochechas – e no pescoço ou braços);
  • Sensibilidade à luz solar;
  • Dor nas articulações;
  • Feridas na boca;
  • Fadiga e fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Perda de cabelo;
  • Complicações renais e do sistema nervoso.

Viver com lúpus

Atualmente ainda não há uma cura para o lúpus, mas existe tratamento para o alívio dos sintomas que deve ser ajustado em função de cada doente. Além da medicação receitada pelo médico, há um conjunto de cuidados que um doente com lúpus deve seguir:

  • Mantenha uma alimentação saudável;
  • Pratique atividade física regularmente (ex: ioga, pilates ou caminhadas…), pois contribui para combater a fraqueza muscular e a fadiga;
  • Tente evitar situações de stress. O stress excessivo afeta o sistema imunitário e acentua os sintomas. Assim, deve combater o stress através, por exemplo, de meditação ou usufruindo de uma massagem. Partilhar as preocupações com familiares, amigos, grupos de apoio ou com o farmacêutico pode igualmente ajudar a evitar situações de ansiedade;
  • Evite fumar. Os efeitos do tabaco também podem contribuir para o agravamento de certos sintomas (ex: problemas cardíacos e pulmonares…);
  • Evite a exposição solar. A quantidade de exposição solar que pode ser tolerada sem aumentar a gravidade da doença é diferente de doente para doente. Ainda assim, o sol é responsável por desencadear muitas crises e agravar as lesões na pele. Portanto, deve ser cauteloso e utilizar sempre protetor solar;
  • Esteja atento aos sinais e sintomas da doença e consulte o seu médico com regularidade.