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Porque é que nem todas as vacinas são injetáveis?

Por vezes, é complicado entender o motivo pelo qual nos devemos vacinar, uma vez que, hoje em dia, a maior parte das pessoas desconhece a gravidade das doenças que, há alguns anos atrás, foram responsáveis por milhões de mortes na infância (e não só). É graças à vacinação que algumas destas doenças estão, atualmente, controladas, eliminadas ou erradicadas.

 

As vacinas são, então, o método mais eficaz e seguro de nos protegermos contra certas doenças.

Para além de serem uma medida preventiva que protege individualmente – já que protege quem é vacinado – também acabam por ser uma medida que se reflete em toda a população, uma vez que a vacinação em massa permite, em alguns casos, que a transmissão da doença seja interrompida.

 

Mas, afinal, o que é uma vacina?

Uma vacina é uma preparação que contém uma substância derivada ou semelhante a microrganismos (vírus ou bactérias) que causam certas doenças. Esta substância, ao entrar no nosso corpo, desencadeia uma resposta do sistema imunitário que leva à formação de proteínas de proteção – anticorpos – específicas para combater essa doença.

Assim, caso a pessoa vacinada entre em contacto com a doença para a qual foi vacinada, o seu corpo irá “reconhecer” o agente causador da doença e irá atuar rápida e eficazmente para a sua eliminação, através dos anticorpos anteriormente formados, evitando assim ficar doente, ou diminuindo consideravelmente as manifestações da doença.

 

Normalmente são injetáveis, mas fique a saber porque é que algumas vacinas são administradas oralmente

Quase todas as vacinas disponíveis atualmente no mercado, são administradas no nosso corpo através de uma injeção. Contudo existem algumas, como é o caso das vacinas contra o rotavírus, em que a administração é feita oralmente. Neste tipo de vacinas, os microrganismos atuam no corpo através das mucosas (tecido que reveste algumas cavidades do corpo – boca, estômago, intestinos, etc.).

O rotavírus, por exemplo, afeta principalmente os bebés causando uma inflamação no estômago e no intestino – gastroenterite. Entra no organismo através da boca pela ingestão de água e alimentos contaminados, ou simplesmente quando o bebé leva as mãos contaminadas à boca.

Por esta razão, a vacina do rotavírus foi pensada de maneira a que fizesse o mesmo percurso do vírus no nosso corpo, ou seja que entrasse pela boca e que atuasse no estômago e no intestino.  Desta forma a vacina, para além de produzir anticorpos (imunidade sistémica), também oferece proteção extra a essas áreas mais sensíveis e de passagem do vírus (imunidade local).

Independentemente da via da administração, a vacinação é sempre essencial! Aproveite para confirmar se tem todas as suas vacinas, e as dos seus familiares, em dia. Caso tenha dúvidas sobre o funcionamento e a administração de vacinas, peça ajuda ao seu farmacêutico.