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Como lidar com a gripe quando não se pode tomar os medicamentos comuns para aliviar os seus sintomas?

Quando o outono chega os dias tornam-se mais curtos, o frio aperta e pode aparecer a tão conhecida infeção respiratória - a gripe.

 

Esta doença é provocada pelo vírus Influenza, tendo como principais sinais e sintomas febre alta, dores de cabeça, tosse, garganta irritada, congestão nasal (nariz entupido) e dores musculares.

O tratamento da gripe é dirigido aos sintomas – terapêutica sintomática – sendo os principais grupos de medicamentos utilizados:

Contudo, idealmente, estes medicamentos devem ser tomados com recomendação médica ou farmacêutica: isto porque cada caso é um caso e, por vezes, há doentes que pertencem a grupos de risco: grávidas; mães a amamentar; crianças; idosos; doentes crónicos; e, polimedicados. Nestes casos a medicação mais usual (tanto no que diz respeito a doses, como aos medicamentos em si) pode não ser a mais adequada às circunstâncias e condições destes doentes.

É o caso das pessoas alérgicas aos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Os AINEs são um grupo de medicamentos, habitualmente aconselhados em casos de gripe, com ação anti-inflamatória, antipirética e analgésica, sendo os mais comuns o ibuprofeno e o ácido salicílico. Contudo em doentes alérgicos, o seu uso deve ser evitado e devem ser encontradas alternativas de acordo com a indicação médica.

Outro caso especial é o dos doentes hepáticos (doentes com problemas de fígado), uma vez que estes também não devem, por norma, recorrer ao uso de AINEs para o tratamento da gripe. Tal deve-se ao facto de o metabolismo (processo pelo qual os medicamentos são transformados) dos AINEs ocorrer no fígado, e em caso de doenças hepáticas, este grupo de medicamentos poderá ser prejudicial.

Mais importante do que o tratamento da gripe, é a sua prevenção, principalmente em doentes com condições de saúde especiais.

Uma vez que o sistema imunitário, em épocas mais frias, se pode encontrar mais suscetível, é importante adotar um regime alimentar apropriado e diversificado que permita o seu fortalecimento. Contudo pode, por vezes, ser benéfico recorrer, com aconselhamento de um profissional de saúde e de forma preventiva, a suplementos alimentares constituídos por vitaminas e minerais – vitamina C, A, B; zinco; selénio; etc. – estes ajudam a reforçar o sistema imunitário e assim a evitar o aparecimento da gripe e de constipações.

Outra forma de prevenção é através da vacina da gripe, a qual oferece uma proteção elevada, diminuindo a probabilidade de ter gripe, a gravidade dos episódios e das suas complicações caso a doença mesmo assim venha a ocorrer. Além disso, apresenta geralmente poucos efeitos secundários: um ligeiro incómodo no braço e, por vezes, alguma febre.

A prevenção passa também por alterar alguns hábitos diários e adotar outros, de modo a evitar o contágio:

  • Evite o contacto direto com indivíduos com gripe;
  • Limite a sua presença em espaços fechados e com muitas pessoas;
  • Adote alguns cuidados de higiene – use lenços descartáveis, tape a boca com um lenço ou com o antebraço quando espirra e lave as mãos depois;
  • Faça uma alimentação equilibrada;
  • Evite mudanças de temperatura.

Se é alérgico a algum medicamento habitualmente usado em casos de gripe ou se faz parte de um grupo de risco, dirija-se à sua farmácia, lá encontrará um aconselhamento personalizado e adequando ao seu caso específico.