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Alergia ao sol?

O sol traz-nos vários benefícios: dá às pessoas um aspeto mais saudável, permite a síntese de vitamina D (ideal para garantir a saúde óssea), e tem uma ação antidepressiva. A terapia de luz (fototerapia) é utilizada, em países com pouco sol, para reduzir depressões sazonais (depressão que acontece normalmente no inverno e que são bastante comuns).

 

Contudo, nem tudo é bom… a exposição solar excessiva, e sem os devidos cuidados, pode desencadear efeitos negativos na nossa saúde, que podem ser crónicos como o envelhecimento cutâneo e o cancro da pele; ou agudos, como queimaduras solares e fotossensibilidade.

A fotossensibilidade, por vezes conhecida como alergia ao sol, é uma reação anormal da pele desencadeada ou agravada pela luz solar. Esta reação pode apresentar diferentes características, por isso é importante perceber os principais tipos e as suas causas:

  • Erupção polimorfa solar (EPS): é caracterizada pelo aparecimento de nódulos vermelhos acompanhados de intenso prurido (comichão) que normalmente aparecem após algumas horas ou dias de exposição solar. Ocorre principalmente em quem não se expõem regularmente ao sol, contudo tende a desaparecer quando a pessoa começa a expor-se com maior frequência;
  • Urticária solar: surge alguns minutos depois da exposição solar e é caracterizada por pápulas grandes e vermelhas acompanhadas de comichão;
  • Fotossensibilidade química: pode ocorrer devido à toma de certos medicamentos (antidepressivos, antimaláricos, para a acne, etc.) ou da aplicação de certos cosméticos e desencadeia-se quando nos expomos ao sol. Pode apresentar diversos sintomas como vermelhidão, inflamação, descamação, bolhas, etc.

 

O importante é prevenir!

Prevenir é a palavra-chave… Se tem tendência a desenvolver alergias ao sol, o ideal será evitar a exposição solar ou usar vestuário com proteção solar, contudo como é difícil evitar o sol, particularmente num país como o nosso, é essencial seguir as seguintes recomendações:

  • evite a exposição solar entre as 11 e 16h (altura em que a radiação é mais forte);
  • privilegie as exposições temporárias e progressivas, principalmente no inicio do verão;
  • use chapéu de abas largas, roupa de manga comprida e óculos de sol;
  • aposte em protetores solares adequados, hipoalergénicos com índice de proteção elevado e contra a radiação UVA e UVB;
  • renove frequentemente a aplicação do protetor e na quantidade adequada (½ colher de chá para cada braço, rosto e pescoço e 1 colher de chá para cada perna, tronco e costas).

Todas estas recomendações devem ser seguidas pela população em geral, mesmo que não exista fotossensibilidade.

Se tem tendência para desenvolver reações na pele depois da exposição solar, dirija-se à sua farmácia. Lá encontra profissionais capazes de informá-lo sobre a fotossensibilidade, indicando os protetores solares mais indicados para a sua pele e, sempre que tal seja necessário, aconselhá-lo a ir ao dermatologista para que este possa avaliar a sua situação.