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Pele seca – cuidados a ter no inverno

A pele é uma barreira que nos protege, mas é uma camada frágil, vulnerável às agressões do meio ambiente e dos estilos de vida.

 

No verão sofre com a exposição excessiva e desprotegida ao sol, no inverno sofre com as mudanças bruscas de temperatura. Com o frio no exterior, é natural que se redobrem esforços para manter o corpo quente: tomam-se banhos ou duches prolongados, recorre-se ao ar condicionado e ao aquecimento central, acendem-se lareiras.

É meio caminho andado para a secura da pele, mais evidente no rosto e nas mãos, pois são as regiões do corpo mais expostas às diferenças de temperatura e às agressões externas. Para essa desidratação contribuem também alguns produtos de higiene pessoal e de limpeza doméstica, alguns medicamentos e doenças, como a psoríase e o hipotiroidismo, e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e com cafeína. Uma pele seca torna-se mais vulnerável perante  situações como diarreia, vómitos e febre elevada que a deixam ainda mais desidratada.

E neste domínio há peles mais propensas do que outras: as femininas mais do que as masculinas e as idosas mais do que as jovens. É que os homens possuem mais gordura corporal do que as mulheres e também com o envelhecimento as glândulas sebáceas vão-se tornando menos ativas. Entre fatores controláveis e não controláveis, a verdade é que a pele seca é desconfortável.

Basta atentar nos sintomas: aspeto desidratado, vermelhidão, descamação, rugas finas e fissuras. Além de que, no extremo, pode abrir caminho a complicações mais graves como o eczema (inflamação).

Há, pois, que vigiar a persistência e agravamento de algumas manifestações de secura, como prurido intenso ou formação de feridas. Para que isso não aconteça, é necessário cuidar da pele, zelando pelo seu equilíbrio lipídico. É certo que os dias de inverno convidam, mas é conveniente evitar os banhos prolongados e quentes: os duches são preferíveis aos de imersão, sempre com água tépida e não mais do que uns 15 minutos. Um por dia é suficiente como regra. Os produtos de higiene devem ser suaves e com ação hidratante. Suave deve ser igualmente a passagem da toalha para secar o corpo: sem esfregar, mas com pequenos toques.

Depois do banho, hidratar é fundamental. Com produtos à base de óleo e sem álcool, aplicados generosamente pelo corpo. As mãos devem merecer um cuidado especial: também elas merecem hidratante e luvas, nas tarefas domésticas ou de jardinagem.

No exterior, o corpo deve ser protegido: com luvas, cachecol e um gorro, como defesa do frio, do vento e da baixa humidade, e com protetor solar nas regiões mais expostas, pois o sol de inverno também pode causar danos à pele. E sem esquecer os lábios: um batom hidratante com fator de proteção é o mais indicado. Nos espaços fechados, é importante equilibrar o efeito do ar condicionado ou do aquecimento central, o que se consegue com a ajuda de um humidificador: mantém a temperatura sem secar tanto a pele. Finalmente, a hidratação da pele deve começar pelo interior: beber água ou outros líquidos (não alcoólicos e sem cafeína) em abundância é um gesto de saúde para todo o corpo.