Política de utilização de Cookies em Revista Saúda Este website utiliza cookies que asseguram funcionalidades para uma melhor navegação.
Ao continuar a navegar, está a concordar com a utilização de cookies e com os novos termos e condições de privacidade.
Aceitar

Diabetes tipo 2: Alguns aspetos a reter sobre os medicamentos

A diabetes tipo 2 é o tipo mais comum de diabetes e pode ocorrer em qualquer idade. Resulta, na maioria dos casos, de estilos de vida pouco saudáveis (alimentação desequilibrada, rica em açúcares e gordura e inatividade física).

 

Na fase inicial da diabetes tipo 2, a doença pode ser controlada, quase exclusivamente, através da prática regular de atividade física e de uma alimentação saudável. No entanto, ao fim de algum tempo, é habitualmente necessário associar medicamentos específicos a estas medidas: os antidiabéticos orais e/ou insulina. A insulina é utilizada na diabetes tipo 2, maioritariamente, quando os antidiabéticos sozinhos não conseguem controlar a glicemia, em caso de gravidez (os antidiabéticos orais não podem ser utilizados durante este período) ou em caso de complicações derivadas de outra doença ou situação específica (ex.: cirurgia).

Existem ainda antidiabéticos que apresentam um mecanismo de ação diferente dos antidiabéticos orais e que são administrados sob a forma de injeção (o liraglutido e o exenatido, por exemplo). Podem ser combinados com os outros medicamentos usados na diabetes, caso seja essa a opção do médico.

Os medicamentos antidiabéticos de toma oral atuam por estimulação da produção de insulina ou por aumento da sensibilidade das células à mesma, melhorando a sua ação ou reduzindo a absorção de glicose. Para que sejam eficazes, é preciso ter alguns cuidados extra:

  • Nunca tome medicamentos que não tenham sido receitados pelo médico, sem que este esteja a par, ou sem se aconselhar com o seu farmacêutico – existem interações entre medicamentos que podem levar a uma diminuição do efeito antidiabético;
  • No início do tratamento é comum surgirem alterações gastrintestinais com alguns antidiabéticos orais, como diarreia, dor abdominal, flatulência (gases), náuseas e vómitos. Caso não haja melhoria dos sintomas, consulte o médico;
  • Alguns medicamentos podem também levar à diminuição da absorção de nutrientes e/ou à alteração do paladar. Por exemplo, a metformina pode comprometer a absorção de vitamina B12 e, como tal, pode ser necessário vigiar a situação e/ou recorrer a soluções adequadas a cada caso;
  • Existem também medicamentos que apresentam risco de causar hipoglicemia, como a glibenclamida e a gliclazida, sendo o autocontrolo crucial para a monitorização da terapêutica;
  • Sempre que tiver consulta, deve fazer-se acompanhar de todos os medicamentos que toma. Desta forma, o médico confirma as indicações dos mesmos, deteta possíveis erros e altera o tratamento antidiabético, caso seja necessário.

 

O tratamento deve então ser receitado pelo médico, em função das condições do doente, garantindo o menor risco de complicações e promovendo a adesão à terapêutica. Todos estes aspetos devem ser considerados para que a terapêutica seja eficaz e… uma terapêutica eficaz equivale a uma doença controlada.