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Diabetes tipo 1: Cuidados a ter com a insulina.

É de conhecimento geral que um diabético tipo I necessita de insulina para controlar a doença. No entanto, será que conhece todos os cuidados a ter?

 

É do conhecimento geral que um doente com diabetes tipo 1 necessita de insulina para controlar a doença. No entanto, será que conhece os principais cuidados a ter?

A insulina pode ser de ação curta, longa/prolongada ou intermédia, de acordo com a duração do efeito que exerce no organismo. A insulina de ação prolongada assegura o nível de insulina libertado, em condições normais, pelo pâncreas, sendo, por norma, apenas feita uma administração por dia. Já a insulina de ação curta administra-se antes das refeições, de acordo com a quantidade de hidratos de carbono a ingerir, ou numa situação pontual, para corrigir a hiperglicemia. A injeção de insulina é diária e administrada pelo próprio doente ou pelo cuidador, segundo a orientação do médico (modo de administração, local de injeção e dose).

É importante conhecer alguns aspetos para que a administração seja feita de forma correta e para que o medicamento exerça o efeito desejado. Os locais de injeção devem ser rotativos dentro de cada área, com pelo menos 3 cm de distância relativamente à picada anterior, de modo a evitar a formação de nódulos (lipodistrofias) que poderão interferir na absorção da insulina. Existem ainda alguns cuidados a ter com a insulina, especialmente no que diz respeito ao manuseamento da agulha e a forma de conservação:

  • é importante lavar cuidadosamente as mãos antes de cada administração;
  • a insulina deve ser administrada à temperatura ambiente, podendo ser ligeiramente aquecida entre as mãos, caso tenha saído diretamente do frigorífico;
  • se a insulina apresentar um aspeto leitoso deve ser homogeneizada com movimentos suaves;
  • a introdução da agulha na pele, deve ser feita com um movimento firme e com um ângulo de 90º, relaxando os músculos;
  • a agulha deve ser rejeitada após cada administração, colocando-se a nova agulha imediatamente antes da administração seguinte. Atualmente as agulhas são mais finas e delicadas para maior conforto de utilização, o que as torna, igualmente mais facilmente danificáveis. Deste modo é possível que, após uma única utilização, a ponta da agulha esteja já danificada podendo, por isso, causar dor durante a injeção. Além disso, uma agulha já utilizada deixa de ser estéril e pode conter eventuais resíduos de insulina no interior que podem cristalizar, obstruindo a passagem para as próximas injeções;
  • A insulina de reserva (tanto as canetas como os cartuchos), deve ser guardada no frigorífico (a um intervalo de temperatura de 4 a 8ºC) nas prateleiras superiores, numa caixa de plástico, junto à parede posterior. Não deve ser armazenada no congelador ou na porta do frigorífico – neste último caso existe uma maior variação na temperatura de armazenamento. A insulina em utilização deve ser conservada, até um máximo de 28 dias, à temperatura ambiente (inferior a 25ºC).
  • Em viagem, deve ser guardada num saco térmico de forma a garantir a conservação a uma temperatura adequada. Caso o doente com diabetes viaje para um local de fuso horário diferente deve aconselhar-se com o seu médico para garantir para garantir o ajuste de dose, caso seja necessário.

Ao ter estes cuidados, está a contribuir para uma terapêutica eficaz e, consequentemente, para o controlo da doença. Assim, é importante que, em caso de dúvida, não hesite em contactar o seu médico ou farmacêutico.