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Cetoacidose diabética: Tudo o que precisa de saber

Ocorre mais frequentemente na diabetes tipo I e, quando não tratada, pode ter consequências graves. Conheça os sinais e cuidados a ter.

 

A cetoacidose diabética origina no corpo uma alteração ácido-base, um estado de hiperglicemia permanente e a formação de corpos cetónicos. Estes últimos são substâncias químicas que se acumulam na corrente sanguínea e reduzem o pH do sangue, tornando-o ácido. Essa acidez pode originar um desequilíbrio generalizado que, em situações de maior gravidade, pode mesmo levar à morte.

Esta complicação pode estar associada a infeções, comumente renais ou respiratórias, a doenças que provoquem uma produção exagerada de certas hormonas, como adrenalina ou cortisol, ou a uma falha na terapêutica com insulina. Qualquer uma das situações referidas provocam uma inadequação do organismo em utilizar a glicose para produzir energia. Isto obriga a que a energia seja produzida através de outros processos que formam produtos secundários: os corpos cetónicos.

Os principais sinais, a que o doente deve estar a atento são:

> Sede exagerada;
> Vontade de urinar constante;
> Hálito com odor frutado, característico da presença de corpos cetónicos;
> Cansaço;
> Náuseas e vómitos;
> Perda inexplicável de peso;
> Alterações da consciência como confusão e desorientação, que podem evoluir para coma ou morte.

Esta situação pode ser prevenida através da implementação de hábitos simples no dia a dia do doente, como beber muitos líquidos e consultar o médico em caso de desidratação e vómitos frequentes. Outro hábito a adotar deve ser a determinação dos níveis de glicose no sangue de forma frequente, facilitando o controlo da diabetes, tornando menos provável o aparecimento de qualquer complicação. Sempre que o doente obtenha uma medição da glicemia superior a 300 mg/dL é recomendado que seja feita uma pesquisa de corpos cetónicos na urina.

Antes de se iniciar o tratamento desta complicação, é importante confirmar o diagnóstico. Este é feito pela confirmação da presença de corpos cetónicos na urina e pela presença de valores elevados de glicose na corrente sanguínea. O tratamento passa por duas fases:

– Primeiro é feita uma reposição de fluidos e eletrólitos e, se necessário, um ajuste da insulina, a nível hospitalar, para parar e reverter a evolução da complicação;

– Apenas quando as funções metabólicas normais do doente são recuperadas é que se procura tratar, de forma efetiva, o fator que desencadeou a cetoacidose. Este tratamento é dependente da avaliação do médico, podendo passar pelo uso de antibióticos se uma infeção tiver sido o fator desencadeante, por alterações da terapêutica ou reforço da importância desta.

O diabético pode contar com a sua farmácia no controlo da doença através do acesso a informação e aconselhamento sobre a correta utilização dos medicamentos, as complicações da doença, cuidados a ter e educação sobre a autovigilância. Um outro aspeto essencial deste aconselhamento é que o farmacêutico pode ajudar o seu doente no compromisso com um estilo de vida mais saudável, prevenindo assim esta complicação.