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Vacinar o meu bebé – sim ou não?

Assim que o bebé nasce, os pais são confrontados com várias questões, entre elas, a da vacinação. Nessa altura, é natural que surjam algumas dúvidas sobre a necessidade e a eficácia deste passo.

 

Vacinar, de um modo abreviado, é introduzir um antigénio (substância que o corpo reconhece como estranha) no organismo, com a intenção de originar uma resposta por parte do seu sistema de defesa – o sistema imunitário. Esta resposta leva a que se produzam anticorpos (agentes protetores), que, posteriormente, poderão evitar o desenvolvimento de determinadas doenças.

A introdução da vacinação nos cuidados de saúde, que, na maioria dos países, se traduziu pela adoção de um Programa Nacional de Vacinação (PNV), veio revolucionar a prevenção de doenças infeciosas (isto é, que se transmitem de umas pessoas para as outras).

Portugal dispõe, desde 1965, de um PNV, totalmente gratuito, que é periodicamente revisto e no qual são, consequentemente, introduzidas e retiradas vacinas. Deste modo, verificou-se, a partir da década de 70, uma diminuição acentuada da mortalidade infantil, e a erradicação (desaparecimento) de algumas doenças no nosso país. O grande poder da vacinação é este: além de proteger cada um de nós, também diminui a circulação dos microrganismos entre pessoas, originando aquilo a que se chama “imunidade de grupo”.

Mas será que todos os bebés podem ser vacinados?

Por norma, sim. Existe ainda a ideia errada de que se deve evitar vacinar os bebés com, por exemplo, asma, antecedentes familiares de convulsões, a tomar antibiótico ou durante a amamentação. Nenhuma destas situações é um impedimento (contra-indicação) à vacinação e, de facto, é raro haver uma situação em que a criança não possa ser vacinada. De um modo geral, considera-se apenas que, se a criança estiver doente, com febre ou outros sintomas clinicamente relevantes, como a ocorrência de convulsões, a vacinação deve apenas ser adiada.

No entanto, e apesar de serem seguras, as vacinas podem gerar determinadas reações no organismo (efeitos secundários), às quais os pais deverão estar atentos. Os efeitos secundários são, geralmente, ligeiros e desaparecem sem qualquer tratamento. Podem ser:

  • Locais (dor, vermelhidão e endurecimento do local de injeção);
  • Sistémicos (febre).

No caso dos efeitos a nível local, para aliviar a dor ou desconforto, pode colocar-se gelo ou uma almofada de gel reutilizável, sobre o local onde foi administrada a vacina, várias vezes ao dia. Os efeitos sistémicos, por sua vez, poderão ser controlados com medicação, sempre sob orientação de um médico ou farmacêutico.