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Complicações na gravidez

Durante a gravidez muitas mulheres sofrem de problemas de saúde de menor gravidade, mas, ocasionalmente, surgem complicações mais graves, tais como:

 

Anemia: pode ocorrer em qualquer momento da gravidez. Quando é ligeira, não traz problemas, mas, quando grave, pode ameaçar a saúde da mãe e do bebé. As causas mais frequentes são as deficiências de ferro e folatos (ácido fólico).

Sintomas mais comuns: fadiga, perda de energia, palidez, vertigens e desmaios.

Diabetes gestacional: é um tipo de diabetes que pode surgir na gravidez, e termina, normalmente, após a mesma.  Ocorre devido ao facto de a grávida apresentar maior resistência à insulina. Geralmente não tem sintomas, sendo que a prova de rastreio é realizada entre a 24ª e 28ª semanas de gestação.

Alguns fatores de risco:

  • Grávida com índice de massa corporal (IMC) superior a 30 Kg/m2;
  • Um bebé que nasça com mais de 4 kg numa gravidez anterior;
  • Diabetes gestacional numa gravidez anterior;
  • Antecedentes familiares de diabetes.

Recomendações:

  • Controle os níveis de glicemia através da sua medição;
  • Beba água em abundância, tenha uma alimentação saudável, variada e equilibrada, fazendo as escolhas corretas para manter a glicemia controlada;
  • Pratique atividade física;
  • Tome corretamente os medicamentos.

Pré-eclâmpsia: é uma doença que só ocorre na gravidez e no pós-parto, e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial e presença de proteínas na urina. Muitas mulheres com pré-eclâmpsia não apresentam sintomas e só percebem que têm este problema, quando a pressão arterial se apresenta elevada (≥ 140/90 mmHg).  Numa situação mais grave surge retenção de líquidos (edema) e/ou aumento de peso súbito e excessivo, dores de cabeça persistentes, visão turva, dores no abdómen e convulsões. O maior risco associado à pré-eclâmpsia é o descolamento prematuro da placenta da parede do útero que pode levar ao aborto.

Alguns fatores de risco:

  • Gravidez com menos de 17 ou mais de 35 anos;
  • Historial de pressão arterial alta ou doenças renais ou reumatológicas;
  • Primeira gravidez;
  • Grávida de dois ou mais bebés;
  • Pré-eclâmpsia numa gravidez anterior e história familiar de pré-eclâmpsia em antecedentes familiares.

Recomendações:

  • Deve medir a pressão arterial com regularidade;
  • Além de beber água em abundância, tenha uma alimentação saudável com redução de sal, redução de gordura saturada, rica em fruta e legumes e que privilegie os alimentos ricos em ómega-3 e de baixo teor em colesterol;
  • Repouse;
  • Tome corretamente os medicamentos.

É importante que comunique imediatamente ao médico todos os sinais e sintomas fora do normal.