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31 agosto 2018
Texto de Luísa Abreu Santos (Médica) Texto de Luísa Abreu Santos (Médica)

Diabetes na ordem

​​Cuidados a ter com a doença.

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A diabetes é uma doença crónica por insuficiência de insulina. Esta hormona é produzida no pâncreas e é responsável pelo transporte da glicose (açúcar) do sangue para as células, onde é usada como energia. Quando há ausência de insulina ou é insuficiente, a glicose permanece no sangue.

O diagnóstico da doença é feito pela observação de níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicémia) que pode causar danos em muitos tecidos do organismo.

Existem vários tipos de diabetes: a forma mais comum é a tipo 2. Surge em qualquer idade mas é mais frequente em adultos com excesso de peso. Já a diabetes tipo 1 desenvolve-se geralmente em crianças ou adolescentes mas pode aparecer em idade adulta. Neste caso, o pâncreas deixa de produzir insulina e o tratamento é a administração desta substância. Há traços comuns nos sintomas: urinar em grande quantidade e mais vezes, sede constante, sensação de boca seca, fome constante, cansaço, visão turva.

O acompanhamento é muito importante para evitar complicações como a doença cardiovascular, angina de peito, enfarte do miocárdio, AVC ou insuficiência cardíaca, doença renal (neuropatia diabética), lesões oculares (rastreio anual), lesões neurológicas (neuropatia periférica : afecta principalmente os nervos sensoriais dos pés – pé diabético). Pode conduzir a dor, formigueiro e perda de sensibilidade, com risco de úlcera ou mesmo amputação do membro. Pode surgir doença do foro dentário, disfunção sexual. Na consulta de medicina geral (e em endocrinologia) existe uma consulta da diabetes. São pedidas análises, monitoriza-se o peso, a tensão arterial.

As pessoas sem diabetes devem ter uma glicémia entre 80 e 110 mg/dL antes das refeições e entre 110 e 140 depois das refeições. Um doente diabético deve aproximar-se destes valores através de:

  • ​Dieta hipocalórica (não ingerir gorduras saturadas, como fritos, queijo ou manteiga, e optar por gorduras monoinsaturadas (azeite), polinsaturadas (ácidos gordos ómega-3, como o salmão ou a cavala)

  • Dieta hipossalina (reduzida ingestão de sal)

  • Fibras – pão de mistura ou centeio, lentilhas, aveia, ervilhas, grão

  • Frutas e legumes – uvas, bananas ou outros frutos mais doces, em quantidade reduzida: três a cinco porções de fruta diariamente

  • Água – 1,5 a dois litros por dia

  • Álcool – apenas um copo de vinho à refeição

  • Exercício físico – mínimo de 150 minutos por semana