Política de utilização de Cookies em ANF Este website utiliza cookies que asseguram funcionalidades para uma melhor navegação.
Ao continuar a navegar, está a concordar com a utilização de cookies e com os novos termos e condições de privacidade.
Aceitar
27 fevereiro 2017
Texto de Carlos Enes Fotografia de Pedro Loureiro Fotografia de Pedro Loureiro Texto de Carlos Enes
«Mercado dos genéricos tem de crescer»
​​​​​​​​​​​​​​​​​As farmácias vão gerar mais poupança do que estava previsto e contribuir para melhorar a vida dos portugueses.
​RFP - Em cada dez comprimidos, nas moléculas sem patente protegida, sete já são genéricos. Acredita que é possível chegar ao oitavo e por aí acima?
PCD - Eu acredito que, como sempre, nós, como rede, vamos superar as expectativas. Ou seja, vamos gerar mais poupança ainda do que está previsto e contribuir para melhorar a vida dos portugueses, garantindo-lhes o acesso a medicamentos iguais mas mais baratos.

RFP - Como será isso possível, se a farmácia média já regista 10.000 euros de prejuízo com a dispensa de medicamentos comparticipados?
PCD - Temos de perceber que, mais cedo ou mais tarde, o medicamento genérico tem um efeito positivo na consolidação global da despesa com medicamentos. Se não se gerar esse efeito, também não vão entrar novos medicamentos e as farmácias não vão poder ter uma nova remuneração noutros produtos e noutros serviços.

 


RFP - O novo regime de incentivos é justo?​​​
PCD - Se há entidade que sempre apoiou o desenvolvimento do mercado dos genéricos foram as farmácias. O novo regime vem finalmente compensar parcialmente as farmácias e incentivá-las a fazer ainda melhor.
​​
RFP - Parcialmente?​​
PCD - De acordo com os nossos estudos e os do INFARMED, 39 cêntimos seria o valor justo. Um dia faremos a história do processo negocial, da razão pela qual são 35 e não 39. Importante é o nosso compromisso: o mercado dos genéricos tem de crescer.​