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12 dezembro 2016
Texto de Carina Machado Texto de Carina Machado
EUA apelam às farmácias para vacinar toda a gente

​​​​​​​​​​​O alerta estende-se a toda a população.​

«Toda a população deve vacinar-se contra a gripe sazonal, tão depressa quanto possível». O alerta é de Thomas Frieden, director dos Centers for Disease Control (CDC), instituição norte-americana equivalente à Direcção-Geral da Saúde e uma das mais importantes autoridades sanitárias a nível mundial. O aviso feito em Setembro alarga, claramente, a urgência da imunização para lá dos clássicos grupos de risco, numa altura em que as taxas de cobertura vacinal naquele país têm vindo a diminuir. 

As pessoas subestimam a infecção, não lhe reconhecendo grande gravidade. Mas, conforme sublinhou Frieden, «A gripe é um assunto sério. A gripe é imprevisível». 

Um dos mais recentes estudos sobre a cobertura vacinal nos Estados Unidos, intitulado “The Value and Imperative of Quality Measures for Adult Vaccines”, conclui que os profissionais de saúde continuam a lutar para convencer os adultos de que brincam com a sua saúde quando optam por não se vacinar. 

Num comentário à pesquisa, Carolyn Bridges, dos CDC, defendeu que os farmacêuticos têm um papel fundamental a desempenhar na vacinação, sublinhando que as farmácias se estão a tornar numa escolha cada vez mais comum entre aqueles que se querem vacinar contra a gripe, o herpes zóster ou contra a doença pneumocócica. 

Para além da vacinação de rotina, a responsável enfatizou que os farmacêuticos podem ser cruciais na imunização das populações durante surtos epidémicos, como aconteceu com a gripe H1N1. 

Na mesma altura, e sublinhando a necessidade de colaboração das farmácias nesta área da saúde pública, os CDC escreveram uma carta aberta dirigida ao sector, solicitando o arranque imediato da vacinação contra a gripe e encorajando o alargamento a outras doenças. O apelo é de meados de Setembro, mas a entidade diz que, apesar de recomendada até ao final de Outubro, a vacinação dos utentes utentes contra a gripe deve continuar até ao fim da época gripal. 

«Os CDC reconhecem e apreciam o papel cada vez mais importante que os farmacêuticos desempenham na saúde pública, incluindo a vacinação da população contra a gripe sazonal e outras vacinas contra doenças preveníveis, pode ler-se na carta. A entidade aponta ainda que, «até Novembro de 2015, quase um em cada quatro adultos que foram vacinados contra a gripe foram-no numa farmácia comunitária. Muito obrigado a todos por tudo o que fazem pelos vossos utentes e pelos vossos utentes e pelo vosso contributo contínuo para a saúde pública».

B.I. de um vilão mutante e imprevisível

FORMA – Vírus esférico com a superfície coberta de filamentos salientes, como uma bola com picos. As saliências são proteínas: a hemaglutinina (16 tipos distintos), que permite ao vírus entrar nas células, e a neuraminidase (nove tipos distintos), que lhe possibilita propagar-se.

TIPOS – Existem três tipos do vírus Infl uenza: A, B e C. Os tipos B e C afectam apenas o Homem, sendo que os Influenza B são principalmente responsáveis por surtos em crianças. Os Influenza A são os mais instáveis e podem infectar também outras espécies. Normalmente são os que desencadeiam a gripe moderada a grave. 

SUBTIPOS – Os vírus Influenza A podem ser classificados em subtipos, de acordo com as duas proteínas que os constituem. Por exemplo, o vírus H3N1 apresenta o tipo 3 de hemaglutinina (H) e o tipo 1 de neuraminidase (N). A combinação destas proteínas está em constante mudança nos vírus.
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