Política de utilização de Cookies em Revista Saúda Este website utiliza cookies que asseguram funcionalidades para uma melhor navegação.
Ao continuar a navegar, está a concordar com a utilização de cookies e com os novos termos e condições de privacidade.
Aceitar

Rotavírus e Gastroenterite Aguda

Já todos, em alguma fase da nossa vida, sofremos com os sintomas de uma gastroenterite aguda (GEA). A GEA, que se caracteriza pela presença de diarreia e vómito, corresponde a uma inflamação generalizada do tubo digestivo e pode afetar pessoas de todas as idades. É mais frequente em crianças, principalmente nos primeiros 2 anos de vida.

 

Em Portugal, a GEA está associada a um número considerável de admissões hospitalares, sendo, por isso, importante compreendê-la.

Quais as causas?

Nas crianças, na maioria das situações, a GEA é causada por vírus. Quase metade dos casos de diarreia nos primeiros anos de vida são causados pelo Rotavirus, sendo 30% causados por outros vírus e 20-30% por bactérias.

Como posso evitá-la?

Existem alguns hábitos que podem ser incutidos nos mais novos, para diminuir a probabilidade de virem a sofrer com este problema. Deve incentivá-los a lavar sempre as mãos depois de irem à casa de banho e antes de mexerem em alimentos.

Adicionalmente, existem algumas vacinas que visam diminuir a ocorrência de GEA. Informe-se sobre as mesmas junto do seu médico.

Penso que o meu filho pode estar com GEA. E agora?

Uma criança com GEA tem diarreia e vómitos. Pode queixar-se de cólicas, náuseas ou dores de cabeça. Em alguns casos, pode ter febre. Na presença deste conjunto de sinais e sintomas, é possível que esteja perante um caso de GEA. Nestas situações, lembre-se que:

– A GEA transmite-se facilmente entre indivíduos. Por este motivo, e porque, regra geral, se resolve por si em poucos dias, se a criança não tiver febre, evite dirigir-se logo ao hospital;

– A desidratação é uma das principais preocupações no doente com gastroenterite, já que costuma refletir a gravidade da situação. Assim, é muito importante incentivar o seu filho a ingerir líquidos, várias vezes e em pouca quantidade, no caso de vómitos, aumentando o volume por toma à medida que os vómitos forem diminuindo. Adicionalmente, vigie alterações na sede (em caso de desidratação, pode aumentar), avalie regularmente as mucosas, como os lábios (em caso de desidratação, podem ficar muito secos), e a frequência com que urina (em caso de desidratação, pode urinar menos vezes e a cor da urina ser mais escura).

– Pode, a qualquer momento, informar-se com o seu farmacêutico sobre soluções que ajudem a minimizar o desconforto do seu filho;

– Consulte um médico sempre que desconfie que a criança está com uma desidratação severa, se tiver febre alta ou sangue nas fezes ou se os sintomas forem persistentes no tempo.