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28 fevereiro 2020
Texto de Centro de Informação do Medicamento (CEDIME) Texto de Centro de Informação do Medicamento (CEDIME)

A febre nas crianças

​​​​​​​​​As convulsões febris são mais frequentes entre os seis meses e os seis anos.​

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As convulsões febris, por norma, não causam problemas a longo prazo. Nas crianças pequenas, o sistema nervoso parece mais susceptível, sobretudo quando a temperatura sobe rapidamente. Esta subida pode levar a uma convulsão, causada pela febre.

Um episódio de convulsão inicia-se quando a febre sobe: a criança fica muito muito abatida, podendo mesmo desmaiar, seguindo-se a convulsão: revira os olhos, agita os braços e as pernas de forma muito rápida. Após uns minutos, os movimentos param, a criança adormece e acorda bem. Durante a crise, pode espumar pela boca ou perder o controlo, como urinar e/ou defecar involuntariamente.

As convulsões febris são mais frequentes entre os seis meses e os seis anos, e em crianças com antecedentes familiares. 

As convulsões febris são:

  • Simples. Convulsões únicas, em que o corpo se agita de forma generalizada, com duração inferior a 30 minutos. Mais de 90 por cento das convulsões são simples. 

  • Complexas. Ocorrem de forma contínua ou com pausas no mesmo episódio febril, em que apenas um lado do corpo se agita, ou convulsões que ocorrem pelo menos duas vezes no prazo de 24 horas. Têm uma duração superior a 30 minutos. Apesar de parecer uma eternidade, a maioria das convulsões febris termina em menos de cinco a dez minutos, mas podem prolongar-se. 

O que fazer?

  • O essencial é não entrar em pânico.

  •  Olhe para o relógio e comece a contar quanto tempo d​ura a convulsão. 

  • Não coloque nada na boca da criança. 

  • Deite a criança de lado, para evitar que sufoque com a própria saliva (espuma) ou vómito, num local seguro. Afaste os móveis que a possam magoar. 

  • Dispa a criança e reduza a temperatura ambiente. 

  • Para baixar a temperatura, aplique um supositório (a acção é mais rápida) de paracetamol, na dosagem adequada à idade.​

Em cerca de um terço das crianças, os episódios podem repetir-se. A probabilidade parece ser superior nos primeiros seis a 12 meses após a primeira crise, se a convulsão surgiu no primeiro ano de vida e se existirem casos de convulsão febril na família. Quanto mais tempo passar sem se repetir, menor é a probabilidade de acontecer.

Por uma criança ter tido convulsões febris não significa que desenvolva problemas a longo prazo (lesões cerebrais ou epilepsia). 

Quando ir às urgências?

O primeiro episódio de convulsão febril deve ser sempre avaliado num serviço de urgência. Se não for a primeira convulsão, pode não ser necessário ir às urgências, mas deve consultar o médico. Se a convulsão não ceder e a criança não acordar nos 30 minutos subsequentes, justifica-se levar a criança a um serviço de urgência.
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