A alergia consiste numa resposta exagerada do sistema de defesa do corpo (sistema imunitário) a determinados estímulos. De um modo simplificado, representa um “excesso de defesas” do organismo.
A alergia alimentar acontece porque o sistema imunitário reconhece erradamente um alimento (ou parte dele) como prejudicial ao organismo. O alimento ou a parte do alimento responsável por esta reação chama-se alergénio.
Assim, a alergia alimentar, normalmente, é originada quando se ingere o alergénio. No entanto, em alguns casos, também pode ocorrer quando se inala ou toca no mesmo, levando a manifestações, que ocorrem, por norma, poucos minutos após o contacto com o mesmo. Estas podem incluir:
- Manchas vermelhas na pele, com comichão (prurido);
- Prurido na boca;
- Prurido nos olhos e/ou lacrimejar;
- Espirros;
- Tosse;
- Dificuldade em respirar;
- Náuseas;
- Vómitos;
- Diarreia;
- Dor de barriga.
Se costuma ter algumas destas manifestações após ingestão de algum alimento, consulte o seu médico.
Os alimentos que causam alergias alimentares com mais frequência são:
- Leite;
- Ovo;
- Trigo;
- Amendoim;
- Frutos de casca rija, como a amêndoa e a noz;
- Peixe, como o robalo e o bacalhau;
- Marisco, como a lagosta e o camarão;
Por este motivo, em 2011, entrou em vigor na União Europeia o “Regulamento de Informação Alimentar”, que dita, entre outros aspetos, que todas as embalagens de alimentos pré-embalados e não pré-embalados têm de conter a indicação de alguns destes ingredientes. Esta medida, que representa uma segurança extra para os consumidores, faz com que seja tão importante a leitura atenta das rotulagens dos alimentos. A par deste cuidado, pessoas com história de reações alérgicas graves devem transportar sempre consigo um estojo de emergência, para agir em caso de ingestão acidental do(s) alimento(s) a que são alérgicos.
Por fim, importa reter que alergia alimentar não é o mesmo que intolerância alimentar. Esta última condição também consiste numa resposta marcada do organismo à ingestão de um determinado alimento, mas porque o corpo tem dificuldades em utilizá-lo (processá-lo) e não por ação do sistema imunitário.
Se necessitar de ajuda sobre este assunto já sabe, pergunte ao seu farmacêutico!