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17 dezembro 2016
  Roteiro
Texto de Sónia Balasteiro Fotografia de Céu Guarda Fotografia de Céu Guarda Texto de Sónia Balasteiro
Vamos brincar!

​​​​​​​​​​​​Seia tem um museu com oito mil brinquedos de todo o mundo. Para crianças pequenas e grandes.

Elisabete Vitorino é quem nos leva pelo mundo de encantar do Museu do Brinquedo de Seia, espaço municipal aberto em Fevereiro de 2002, que tem (quase) todos os brinquedos do mundo no Largo de Santa Rita. 

Logo à entrada do museu, fica a recepção que é também biblioteca – com muitos livros para crianças, claro está. «Temos sempre um espaço dedicado aos heróis da Disney», apresenta a entusiasmada guia. 

Neste lugar, que conta com um total de cerca de oito mil brinquedos de Portugal e de todo o globo, a sensação é, primeiro, encanto. Apetece tocar, experimentar. Contemplar.

«Convido-os a entrar neste espaço», diz Elizabete, guiando-nos para a sala ‘Conhecer o mundo a brincar’. Reúne uma mostra de brinquedos de Portugal e do mundo, apresentados por continentes. Um eléctrico lisboeta feito a partir de materiais reciclados está no centro da sala, no expositor que reúne os brinquedos africanos. «Foi construído por um senhor da Guiné», explica a guia. Há também um helicóptero feito por crianças moçambicanas, uma boneca da África do Sul, outra com o colorido típico de Kinshasa, que tem cabelo natural…

Na Europa, estão expostas as bonecas típicas portuguesas, as nazarenas, as ceifeiras, as minhotas; os soldadinhos de chumbo… Uma caixinha guarda-jóias que é um bebé, as tartarugas do México, uma baiana, bonecas do Panamá, com tecidos típicos, do continente americano também chamam pela nossa atenção. «A Oceânia também está representada: «Há o lobo, o Koala, e o ornitorringo», continua Elizabete, entusiasmada.

De Ásia, há um boneco em cera com um cachimbo, também com cabelo natural; de China uma gueixa, marionetas da Indonésia… a lista é grande. 

Passamos às Memórias de Infância que reúne brinquedos deste o início do século XX à actualidade. Bonecas em pasta de papel, porcelana, celuloide, biscuit, plástico multiplicam-se nesta sala, onde aprendemos como as nossas bisavós, avós e mães brincavam. Algumas bonecas expostas estão até acompanhadas pelas suas donas numa fotografia da escola, de 1959. «Foi tirada para a festa das bonecas», informa a guia. 

É todo um mundo. Os anos 80 também estão representados: há barbies, carecas chorões, Nancy, Cindy… 

Ao som das canções da nossa infância, como a Saia da Carolina, chegamos à Sala do Brinquedo Português, que mostra brinquedos e lembra as brincadeiras dos anos 20 aos 80. «Foi a partir desta sala que começou a crescer o Museu do Brinquedo», conta Elizabete. «Da colecção do artista plástico Carlos Barroco», precisa. Há carreiras dos correios, com a caixa atrás, as bonecas em pasta de papel dos anos 20, 30; bonecas dos anos 30 em gesso que vieram de uma fábrica artesanal do Porto; balanças em latão, panelas, máquinas de costura Singer em chapa e plástico, piões. 

Chegamos ao ateliê, onde as crianças vêem Alice fazer as roupas dos príncipes e princesas, cenários e brinquedos. Vêem-se fatos das personagens do Frozen, já terminado. São utilizados nas actividades do Município em que o Museu do Brinquedo se envolve: a Feira do Queijo, o Dia da Criança, o Natal. Vamos brincar? Saiba mais AQUI. 
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