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31 agosto 2016
Texto de Paulo Cleto Duarte Texto de Paulo Cleto Duarte

Entre nós: Pequenos passos

​​​​​​​​​​​​​​​A crónica de Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional das Farmácias.​

Quero aqui expressar a nossa solidariedade e reconhecimento aos associados que viveram recentemente o drama dos incêndios.

No continente como na Madeira, as farmácias estiveram à altura da gravidade da situação e da sua vocação de assistência farmacêutica. Mantiveram-se abertas e fizeram turnos extraordinários espontâneos nas horas críticas. Estiveram, como sempre, ao lado da população.

Todos esperamos que este Verão seja recordado como época de mudança no nosso modelo de prevenção contra incêndios.

O desígnio manifestado pelo Presidente da República e pelo Primeiro-Ministro foi o primeiro passo do que terá de ser um grande e persistente esforço de mobilização nacional.

​As farmácias portuguesas acreditam que Portugal é capaz de mudar.

Historicamente, a esperança dos farmacêuticos fundou-se sempre em valores seguros: esforço, inovação permanente, sentido de serviço, mobilização colectiva e capacidade de resistência.

É também com esses valores que temos de encarar o futuro do sector, depois de uma década de crise sem precedentes.

No dia 28 de Julho, o Conselho de Ministros aprovou o primeiro decreto-lei de um pacote legislativo consagrado à Farmácia e ao Medicamento. As farmácias, após a publicação deste diploma e respectiva regulamentação por portaria, deverão receber uma remuneração específica por cada embalagem de medicamentos genéricos dispensada. Ficou também prevista a remuneração das farmácias pela prestação de serviços.

Este diploma é um primeiro passo.

A saída para a crise das farmácias depende de um longo caminho.

As outras medidas objecto de acordo entre o Ministério da Saúde e a ANF serão outros passos nesse caminho.

A maratona terá de ser percorrida por nós, nos próximos anos, com os valores de sempre.

Continuaremos a ser transparentes quanto à insustentabilidade do modelo económico de dispensa de medicamentos.

Continuaremos determinados a dar passos próprios para superar o sofrimento e abertos a negociar os passos que não dependem de nós.

As crises sempre nos aproximaram ainda mais da população de que fazemos parte.

Significativamente, as farmácias portuguesas escolheram esta época difícil para a sociedade portuguesa para lançar um grande programa de responsabilidade social.

No próximo dia 15 de Outubro, vamos anunciar ao país o lançamento do Programa Abem. Os portugueses vão passar a beneficiar de um programa nacional, para garantir a cada cidadão o acesso a todos os medicamentos receitados pelos médicos.

O Presidente da República aceitou o nosso convite para passar esse dia com a rede de farmácias.

Será uma honra dar um passo tão importante ​ao lado do cidadão escolhido pelos portugueses para os representar.​​
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