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10 março 2016
  Família
Texto de Carlos Enes Fotografia de Pedro Loureiro Fotografia de Pedro Loureiro Texto de Carlos Enes
O Carrossel do Superpai
​Pedro recorre a um amigo pediatra e à farmácia do bairro para tratar as viroses frequentes dos três ftlhos. Para as crianças, o serviço de saúde é como um parque infantil.
​​Assistiu ao parto, arrepiado, e depois andou muitos dias nas nuvens. Só sentia emoções fortes, não lhe sobrava tempo para pensar como iria ser a vida de pai. Cada movimento da Maria Rita parecia-lhe uma proeza olímpica, como as braçadas do Michael Phelps. Encheu a maternidade de flores e só a queria ter ao colo. Não podia haver melhor cama do que os braços de Pedro para o sono da filha.
 
Para ele, a gravidez foi um tempo intenso de estudo. Comprou muitos livros de puericultura e inscreveu-se em “chats” para jovens pais na internet. Voltou a encontrar-se regularmente e a conversar horas com um pediatra seu amigo de infância. A barriga da mulher enchia-o de ternura, mas também de responsabilidade. Por volta dos seis meses, deitou para trás das costas o medo de que algo pudesse correr mal. Entrou na farmácia do bairro e apetrechou-se com o equipamento todo. O saco de maternidade, um termómetro digital com a forma de urso panda, dois biberões e uma colecção de chupetas.

 

​​​​​​​Como gosta de dizer, Pedro é, «claramente, um pai da nova geração». Não prescinde das licenças de paternidade e apoia a mulher em tudo. Maria Rita ficava muitas vezes entregue aos cuidados do pai. Num sábado de manhã voltou à farmácia, aflito e cheio de olheiras. Já tinha tentado tudo, mas a criança não parava de chorar. A directora técnica dispensou-lhe um medicamento para as cólicas e partilhou a experiência dela de mãe, o que o deixou tranquilo.

Sara e Pedro ficaram amigos. Nas semanas seguintes, começaram a debater as ciências das fraldas e dos leites. Aconselhado por ela, levou para casa um suplemento alimentar de ómega-3, a fim de deixar a mulher a salvo do fantasma da  depressão pós-parto, e passou a preferir sardinhas, cavalas e atum fresco na peixaria do mercado. Sara abre-lhe sempre a porta, mesmo fora de horas, quando deixa esgotar o xarope recomendado pelo amigo pediatra para as viroses frequentes dos três filhos. Sim, porque Maria Rita, agora com sete anos, já tem dois irmãos: Pedro, de cinco, e Filipa, com dois.

Pedro não cozinha, mas serve os jantares. Dá a maioria dos banhos e leva-os ao parque e à natação. Todas as noites lhes conta uma história e troca os últimos beijos antes de dormir. A farmácia ajuda o superpai a cuidar bem dos filhos e a manter-se em forma. Foi lá que encontrou os punhos adequados para não voltar a lesionar-se a jogar ténis. Usa o cartão Saúda para reservar fins-de-semana românticos nas melhores redes de hotéis. As crianças adoram ficar com os avós. Investe os pontos acumulados em cartão nos cremes que a farmacêutica lhe recomenda para manter-se impecável.

Pedro já descarregou a aplicação móvel e começou a comprar produtos no portal das Farmácias Portuguesas. Gosta de chegar a casa e ter à sua espera o champô certo para o banho das crianças. Continua a visitar Sara, no mínimo, duas vezes por semana. Os miúdos adoram o carrossel que ela instalou para eles. Maria Rita, Pedro e Filipa divertem-se muito a andar à roda, enquanto o mundo pula e avança na farmácia do bairro.
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