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3 novembro 2017
Texto de CEDIME Texto de CEDIME

Imunidade de grupo: o que é?

​​A imunidade de grupo é uma conquista da vacinação da população em larga escala. 

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A vacinação é um acto essencial. Uma vacina, ao ser administrada, dá origem a uma resposta do sistema imunitário específica contra determinados microrganismos, criando uma protecção (imunidade) contra a doença causada pelos mesmos. A vacinação tem, assim, uma função preventiva, não causando doença, mas também não a curando, e sim evitando o seu desenvolvimento ou atenuando os sintomas da doença caso esta, mesmo assim, venha a ocorrer.

É, aliás, o melhor exemplo da conhecida expressão “mais vale prevenir do que remediar”. Está cientificamente comprovado que a vacinação permite salvar mais vidas e prevenir mais doenças do que a maior parte dos tratamentos médicos. 

A implementação de programas de vacinação permitiu controlar, ao longo dos anos, inúmeras doenças. É o caso da poliomielite, tosse convulsa ou difteria. São-lhe familiares estas doenças? É muito provável que não. Entre 1956 e 1965 (anos anteriores ao estabelecimento do Programa Nacional de Vacinação (PNV) em Portugal), os casos declarados e as mortes por estas doenças eram muito superiores aos atuais:

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Ou seja, além de trazer benefícios a nível individual, a vacinação de uma elevada percentagem da população (taxa de cobertura vacinal elevada) dá origem à tão falada imunidade de grupo, responsável, em parte, pelo controlo e/ou erradicação (desaparecimento da doença numa dada região) das doenças referidas.

A imunidade de grupo é uma protecção extra ao impedir que alguns microrganismos circulem entre as pessoas (por estarem vacinadas) e evitando que algumas doenças se espalhem na comunidade, promovendo a sua erradicação. Para além disso, a imunidade de grupo permite proteger alguns grupos que não podem, em algumas situações, ser vacinados (grávidas, crianças que não têm ainda idade para que lhes sejam administradas determinadas vacinas ou doentes com o sistema imunitário enfraquecido, devido a algumas doenças).

Cada indivíduo não vacinado corre o risco de adoecer e aumenta o risco de transmissão da doença na comunidade. A vacinação é um acto de protecção, é um direito, mas também um dever, fundamental para cada um de nós e para toda a sociedade.