Política de utilização de Cookies em ANF Este website utiliza cookies que asseguram funcionalidades para uma melhor navegação.
Ao continuar a navegar, está a concordar com a utilização de cookies e com os novos termos e condições de privacidade.
Aceitar
1 agosto 2017
Texto de Ana Alexandra Carvalheira (sexologista - ISPA) Texto de Ana Alexandra Carvalheira (sexologista - ISPA)
Felizes na cama

​​​​​Conheça a terapia sexual.

Tags
Revista Saúda #22
Quando falamos de sexualidade importa lembrar que cada um tem a sua, cada pessoa tem as suas experiências e história. Quando se juntam duas pessoas com backgrounds diferentes, vivências diversas, é muito fácil e comum existirem desajustamentos, dificuldades ou problemas. Mas nem sempre as dificuldades sexuais (muito comuns) se transformam em disfunções sexuais (menos comuns).

  • O que é a terapia sexual?
É um modelo de intervenção com técnicas terapêuticas específicas para tratar dificuldades e disfunções sexuais. Faz-se habitualmente com o casal, pois ambos estão envolvidos no problema, mas se não existir casal pode ser uma intervenção individual. 

Os problemas sexuais causam sofrimento e desgastam a relação. As pessoas pedem ajuda por várias razões. Por se sentirem ‘anormais’, frustradas ou porque se sentem pressionadas pelo parceiro para salvar o casamento e porque querem ter prazer sexual. Todas as razões são válidas e relevantes. A terapia faz-se em várias sessões relativamente estruturadas, por um técnico de saúde, um médico ou psicólogo com formação em sexologia clínica. As sessões consistem num conjunto de diálogos terapêuticos, as primeiras para avaliação e as seguintes para intervenção. Nunca o terapeuta toca nos clientes, apenas conversa, havendo por vezes a prescrição de exercícios que o casal fará na intimidade.

  • Para quem?
Para todas as pessoas que sintam mal-estar, insatisfação sexual, inibições de algum tipo ou dificuldades com a sexualidade. O grande objectivo é repor a saúde sexual e ​restabelecer  o bem-estar e prazer sexual a que todos temos direito.

As dificuldades mais frequentes apresentadas por mulheres dizem respeito à falta de desejo sexual, sobretudo nas mulheres em relações longas, ou logo após o nascimento do primeiro filho. Seguem-se queixas relativas à excitação sexual, dificuldade em sentir orgasmo e dor durante o sexo. Nos homens, o problema mais frequente é a ejaculação demasiado rápida (em homens mais jovens), seguida de problemas com a função eréctil, ansiedade durante o sexo e falta de desejo sexual.

  • Onde procurar?
Existem consultas públicas em vários hospitais do país e também consultas privadas. Há informação disponível no sítio da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (www.spsc.pt),  incluindo uma lista dos terapeutas sexuais credenciados por esta sociedade científica.
Notícias relacionadas