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30 janeiro 2017
  Sida
Texto de Maria Jorge Costa Fotografia de Pedro Loureiro Fotografia de Pedro Loureiro Texto de Maria Jorge Costa
Farmácias de Lisboa disponibilizam medicamentos para a sida

​​​​Projecto-piloto em Lisboa garante confidencialidade dos doentes e avaliação científica externa.

Os doentes portadores de VIH/sida seguidos no Hospital Curry Cabral já podem escolher entre continuar a receber ali a medicação ou em mais de 300 farmácias certificadas. O projecto-piloto de dispensa de medicamentos anti-retrovíricos nas farmácias comunitárias começou formalmente a 1 de Dezembro, numa cerimónia que contou com a participação do ministro da Saúde e de representantes das restantes entidades envolvidas.

O ensaio tem a duração prevista de 18 meses, pode integrar até 380 doentes e será sujeito a uma avaliação externa por parte do Imperial College London, com o objectivo de aferir as mais-valias da intervenção farmacêutica e a satisfação dos doentes. A participação das farmácias do distrito de Lisboa é voluntária, mas obriga ao cumprimento de condições, nomeadamente a formação específica e a adaptação do sistema informático para observância dos requisitos de confidencialidade e de comunicação com o hospital.

O presidente da Associação Nacional das Farmácias sublinhou a vontade do ministro em trabalhar mais e melhor com as farmácias, aproveitando  «a nossa proximidade  e qualidade, para a melhoria da saúde da população». Paulo Cleto Duarte enfatizou ainda o papel central dos doentes no​ projecto-piloto, uma ideia subscrita pela bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, que lembrou a importância de os cidadãos estarem no centro da mudança. Eles são «aqueles a quem, todos os que aqui estamos, servimos e que, no final do dia, somos todos nós».

O piloto envolve o Centro Hospitalar de Lisboa Central, através do Hospital Curry Cabral e, até este momento, 156 farmácias comunitárias, situadas nos concelhos da Amadora, Lisboa, Loures, Sintra e Vila Franca de Xira. Para participar, estas farmácias tiveram, obrigatoriamente, de qualificar pelo menos um farmacêutico, através da participação em dois módulos de formação acreditados pela Ordem dos Farmacêuticos. Foram até agora qualificados 214 profissionais.

É o doente quem escolhe a farmácia onde quer que lhe seja dispensada a medicação. Esta, por sua vez, trabalhará em articulação com a equipa hospitalar (médicos, farmacêuticos e enfermeiros), com vista a uma intervenção diferenciada, com segurança e qualidade.​
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