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7 junho 2016
  Negócios
Texto de Sónia Balasteiro Texto de Sónia Balasteiro
Fórmulas do sucesso

​​​​​​​Seis empresários foram ao 12.º Congresso revelar as suas fórmulas de sucesso. Na última edição da Farmácia Portuguesa apresentámos três. Vamos agora conhecer os golpes de génio da H3, Banco CTT e Porto Réccua Vinhos.

O sabor e o saber do hambúrguer – H3​



Nasceu de uma amizade de infância entre três rapazes e tornou-se numa das principais cadeias de hambúrgueres em Portugal. «Desde muito novos que me lembro de conversarmos sobre a ideia de um dia abrirmos um restaurante», conta Albano Melo, um dos sócios-gerentes da cadeia de hambúrgueres gourmet H3. «Somos três apaixonados por boa comida e isso foi um factor-chave na nossa decisão de abrir um restaurante em 2004. Ainda hoje repetimos muitas vezes a frase “a comida é o mais importante”», continua o responsável.

Tudo começou por um restaurante de serviço à mesa na Avenida da Liberdade, em Lisboa, chamado Café 3. «A certa altura introduzimos na ementa os “hamburgueses”. Reparámos que havia pessoas que vinham de propósito para os comer. A partir daí começámos a desenvolver a ideia de os levar ao maior número de pessoas possível».

Hoje, a H3 está presente em três continentes. Mas, diz Albano Melo, «temos a certeza de que o Café 3 foi a nossa universidade da restauração. Foi lá que aprendemos as bases do nosso negócio. Foi lá que chegámos à conclusão que tinha chegado a altura de deixar para trás as nossas carreiras (na publicidade, Direito e imobiliário) e passarmos a ser empresários a tempo inteiro».

Mas, afinal, qual é o segredo destes hambúrgueres portugueses? «Têm 200g de pura carne, sobretudo vinda dos Açores. São grelhados no ponto escolhido, com sal marinho puro, por grelhadores diplomados e aprovados em 72 parâmetros na escola de grelha H3. E, por fim, servidos em pratos aquecidos, para comer de garfo e faca de metal, ou no pão», explica o mesmo responsável.

Um dos grandes segredos dos restaurantes H3 está no tempo em que são servidos os hambúrgueres. «O nosso negócio vive essencialmente dos períodos de almoço e jantar. E nestes períodos temos de servir o maior número de pessoas no menor tempo possível». Trinta segundos são o tempo «para servir um cliente com qualidade, eficiência e simpatia».

Actualmente, a H3 tem 64 restaurantes: 46 em Portugal, 17 no Brasil e um em Angola. Esta cadeia emprega 1.134 pessoas, 882 das quais em Portugal. E o objectivo é crescer, massificando a internacionalização dos conceitos da H3, através do Real Food System. Afinal, o objectivo da H3 é tudo menos ambicioso: quer tornar-se a principal cadeia de hambúrgueres do mundo.


O salto do cavalo - Banco CTT



Chegou ao mercado a cavalgar até ao sucesso: herdou toda uma imagem de confiança e solidez, mas soube inovar levando essa imagem à banca portuguesa. «O Banco CTT nasce da evolução natural do negócio de serviços financeiros já prestados pelos CTT, com uma proposta de valor de simplicidade, transparência e proximidade», apresenta o administrador João Mello Franco.

Dos velhinhos Correios, donos da inconfundível imagem do cavalo lusitano que leva as boas-novas, o banco integrou meio milénio de história e experiência, com todos os seus valores, e somou novos. «Os que se esperam de um banco que nasce agora: que seja simples, transparente e inovador», garante o mesmo responsável.

A tradição na criação da nova marca não ficou para trás. Profundamente enraizada em Portugal, a continuidade foi visível logo nos primeiros teasers que víamos na rua: dois cavalos lusitanos, acompanhados de uma pergunta apenas: “O que nos move?”.

Foram os cavalos a estabelecer a ponte com a origem. «O que melhor nos pode trazer essa imagem de um passado com valores dos CTT do que o cavalo?»,  questiona João Mello Franco. A ligação não se resume aos CTT, mas estende-se, profunda, aos portugueses. O anúncio do banco foi filmado em Portugal, a campanha foi criada pela portuguesa Partners, a produção é da Garage e a realização é de Enrique Escamilla.

Em Novembro de 2015, o banco abria o primeiro balcão aos colaboradores, a 18 de Março estava em 52 lojas dos CTT, distribuídas pelos 18 distritos e regiões autónomas. Nesta fase, a equipa comercial do banco é já composta por mais de 500 trabalhadores, devidamente preparados para «simplificar a relação dos clientes com os serviços financeiros».

Como vantagens, o Banco CTT oferece o horário alar​gado, das 9h às 18h, a proximidade física e, para chegar mais facilmente às novas gerações, «uma forte presença nos canais digitais, através dos serviços de homebanking e da aplicação móvel “Banco CTT”, disponível para os sistemas iOS e Android.

Outro ponto altamente diferenciador é a aposta numa conta para o dia-a-dia, a zero euros: ou seja, sem comissões de manutenção, sem anuidade de um cartão de débito e a zero euros nas transferências nos canais digitais. «E quem quiser poupar pode até escolher o prazo do seu depósito a prazo: entre um mês a um ano, o cliente é que escolhe. E a taxa de juro é só uma: 0,5%. Sem asteriscos», diz o administrador. Para os mais novos, uma Conta Júnior, que pode ser aberta com apenas 25 euros e sem custos de manutenção. Até ao final de 2016, o banco deverá estar presente em mais de 200 lojas CTT.


A vanguarda do vinho - Porto Réccua



Resulta da vontade de um grupo de associados e de trabalhadores da Caves Vale do Rodo,  CRL,  adega  cooperativa  mais antiga e uma das maiores do Douro. Paulo Osório explica a carta de intenções da Porto Réccua Vinhos: «Esta não é apenas mais uma empresa de comercialização de vinhos do Douro. Pretendemos levar os vinhos do coração de Portugal ao coração dos apreciadores de todo o mundo». Pioneirismo e vanguardismo, garante, são os valores em que a empresa se sustenta.

Criada no Verão de 2013 com a forma de Sociedade Anónima, a Porto Réccua Vinhos assumiu, a partir de Junho de 2014, o desenvolvimento das marcas, clientes e mercados da empresa mãe, criando uma nova imagem corporativa e novas linhas de comunicação, dando mais ênfase às marcas principais: o Cabeça de Burro (Douro, Branco, Tinto e Espumante); o Réccua (Porto e Douro) e o Encostas do Peso.

A partir de 2015, criou uma nova marca e um “spin off” virtual, o Réccua Cocktails, «numa iniciativa inovadora em termos de propostas de vinhos do Porto para cocktails, com distribuição a partir de uma loja online».

Quanto aos mercados de destino, Portugal ocupa o lugar de protagonista, sendo seguido pelo restante mercado europeu, os Estados Unidos, o Brasil, a China e Angola. A aposta na internacionalização é a grande aposta, para as Américas, Europa, Ásia e África.​

Um dos segredos do sucesso da marca é o facto de grande parte dos 11 trabalhadores da Porto Réccua Vinhos serem accionistas da empresa. «Pretendemos ainda desenvolver um sistema de remunerações com componentes variáveis, de modo a que cada um possa beneficiar do resultado do seu esforço, e do esforço conjunto, nos resultados da empresa», refere Paulo Osório.

Este ano, a empresa espera facturar 3,9 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de cerca de 11% em relação a 2015. Mas o futuro não está esquecido e não é composto apenas por números. «Queremos assegurar um nível de inovação e sonho permanentes», remata Paulo Osório.


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