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30 junho 2016
Texto de Paulo Cleto Duarte Texto de Paulo Cleto Duarte

Entre nós: A caminho do futuro

​​​​​​​​​​​​​​​​A crónica de Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional das Farmácias.​

O Congresso das Farmácias realizado no passado mês de Abril merece uma reflexão. Em primeiro lugar, pela qualidade dos temas e das intervenções. Sob o signo da Inovação, reunimos no congresso alguns dos maiores especialistas nacionais e internacionais em sistemas de saúde.

Ficámos a saber o que pensam sobre o presente e o futuro desses sistemas e a forma como vêem a integração das farmácias nessa evolução.

Não foi um congresso sobre o passado, mas sim sobre o futuro.

Não foi um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida. O que nos disseram aquelas personalidades tem de ser agora analisado por nós, para avaliarmos em que medida as suas concepções podem contribuir para a definição de uma política associativa ao serviço do desenvolvimento das farmácias portuguesas.

É isso que já estamos a fazer.

Não é um trabalho exclusivo da Direcção.

É um trabalho de todos, porque só com o trabalho e empenhamento de todos é que poderemos pôr em prática uma política consistente ao serviço dos legítimos interesses das farmácias.

Com a evolução que as economias e os sistemas de protecção social estão a atravessar actualmente em todos os países, é imprescindível que as farmácias assumam uma política profissional que acompanhe essas transformações para não sermos ultrapassados por elas.

Farmácias profissionalmente bem preparadas para responder aos novos desafios da sociedade têm melhores condições para os enfrentar e vencer.

É um trabalho difícil, mas está ao nosso alcance.

O congresso abriu vários caminhos para uma intervenção diferenciada das farmácias no sistema de saúde.

Em Portugal, o tema não é novo e a política associativa tem sido dirigida para esse objectivo.

Mas, o congresso deu, sem dúvida, um importante contributo para o debate que temos de continuar a fazer e para as opções que teremos de tomar.

Como é evidente, as farmácias só podem responder aos novos desafios profissionais se tiverem condições económicas que lhe permitam suportar essa evolução.

Ora, todos sabemos que as farmácias portuguesas atravessam uma crise económica que põe em causa a sua sustentabilidade e a possibilidade de assumirem novas responsabilidades perante os doentes.

É importante que os governos reconheçam o valor acrescentado que as farmácias podem trazer ao sistema nacional de saúde.

Mas esse reconhecimento não basta.

É necessário que os governos, que tutelam e regulam toda a nossa actividade sectorial, dêem condições às farmácias para cumprirem essa missão.

É um imperativo moral e político dotar as farmácias de condições justas de remuneração, que lhes permitam retomar uma assistência farmacêutica de qualidade e desenvolver novos serviços de interesse público.

O congresso foi, também quanto a este aspecto, um momento de esperança.

O compromisso político ali assumido pelo mais alto responsável pela política de saúde, que esperamos seja concretizado a breve prazo num acordo entre a ANF e o Ministério da Saúde, deverá ser o início de um caminho no sentido da normalização da situação económica das farmácias e da sua maior intervenção profissional ao serviço dos doentes, alinhada com as políticas de saúde que aos governos cabe definir.

O congresso terminou mas o trabalho de todos nós vai continuar.

Os órgãos sociais da ANF recentemente eleitos procurarão fazer mais e melhor no mandato que agora se inicia e contam com a participação de todos os associados na construção do nosso futuro colectivo.
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