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6 maio 2016
  Família
Texto de Isabel Serra (farmacêutica) Fotografia de Paulo Neto Fotografia de Paulo Neto Texto de Isabel Serra (farmacêutica)
Como desincrustar os miúdos do sofá

​​​​​​Na era dos ecrãs tácteis, das consolas sofisticadíssimas e do 3D, vale tudo para arrancar os miúdos de casa e ocupá-los com outras actividades que não sejam parte de um qualquer mundo virtual. ​​

Sou mãe de cinco crianças, em tudo iguais a tantas outras. Mas sermos pais nos dias que correm, conscientes da missão de educar, não é tarefa fácil. Sobretudo porque as tentações que nos entram pela casa adentro, através das novas tecnologias, são constantes e poderosas.

Contrariar esta realidade requer imaginação, muita persistência e firmeza. É fundamental estabelecer regras e definir horários para ver TV e utilizar o computador. Ocupar os tempos livres de forma saudável, estimular o gosto pela leitura, pela música e actividades físicas é uma alternativa à tentação de "hibernar" no sofá…

Como moramos a dez minutos a pé do Centro Escolar, as crianças caminham até lá de manhã, à hora de almoço e no final das aulas ou actividades. E agora que a mais nova tem 11 anos, já andam sozinhas: sou a favor da liberdade com responsabilidade e com "controlo remoto"!

Desde tenra idade que têm praticado várias modalidades, como ballet, natação, ou ginástica rítmica, e frequentam cursos de línguas estrangeiras. Claro que os tempos de estudo são prioritários e vão aumentando à medida que elas vão avançando no percurso escolar. Proporcionalmente, os tempos livres vão sendo menos e as tarefas domésticas também vão fazendo parte do painel de actividades diárias, organizado em função do calendário dos testes.

Todas adoram cantar, por isso fazem parte do "Coro Mozart", um coro infanto-juvenil. Estudam as músicas e as respectivas coreografias durante a semana e os ensaios são ao sábado de manhã. Os espectáculos fora são frequentes, o que exige uma grande disciplina e um maior rigor na gestão do tempo – até para nós, pais. Por outro lado, é uma forma de conviver e de partilhar experiências sempre enriquecedoras.

Claro que o facto de, intencionalmente, nos quartos não haver televisão nem Internet faz com que os "bichos saiam das tocas", evitando o isolamento e estimulando o convívio familiar, que é, sem dúvida, fundamental.​​
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