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18 setembro 2016
  Saúde
Abriu a caça ao piolho

​​​​​​​​São democratas: qualquer cabeça lhes serve, pouco importando a idade, raça ou estrato social.

B.I. DO PIOLHO
Insectos ectoparasitas, achatados e sem asas, que precisam de um hospedeiro, o qual pode ser o ser humano, para completar o ciclo de vida.

Pequenos mas visíveis, fixam-se no cabelo, junto ao couro cabeludo, onde se alimentam
do sangue que sugam. Quando picam o couro cabeludo, injectam uma espécie de saliva que provoca a típica comichão, principal sintoma da infestação por piolhos, conhecida por pediculose.

Multiplicam-se ao ritmo de oito a doze ovos por dia: são as lêndeas, ovais, esbranquiçadas e com cerca de 1mm, que se fixam nos cabelos. Ao fim de sete a dez dias nascem novos piolhos, dando início a um novo ciclo reprodutivo, já que depois de três semanas atingem a idade adulta, podendo então depositar mais ovos.

COÇA, COÇA!
É quase sempre a comichão que denuncia a presença de piolhos. Por isso, se a criança se coçar muito, vigie os cabelos, sobretudo se insistir na nuca e atrás das orelhas, pois são essas as zonas preferidas destes parasitas.

Quando a coceira é muita, há o risco de se desenvolverem dermatoses, pequenas lesões no couro cabeludo que podem agravar-se e dar origem a infecções.

Contudo, a simples existência de comichão não basta para confirmar uma infestação. É preciso a visualização directa de piolhos vivos e lêndeas.

CAÇA, CAÇA!
A visualização faz-se com a ajuda de uma luz forte, de um pente próprio e de alguma paciência:

  • Lava-se o cabelo e aplica-se amaciador em abundância, para facilitar o desprendimento do piolho ou da lêndea;
  • Desembaraça-se o cabelo ainda húmido, dividindo-o em secções;
  • ​Escova-se cada madeixa, da raiz às pontas, com pente próprio, de dentes muito finos, que pode ser adquirido na farmácia;
  • A cada passagem, limpa-se o pente a um lenço de papel branco;
  • Depois analisa-se as partículas recolhidas: os piolhos soltam-se e vêem-se facilmente, as lêndeas são mais resistentes e tendem a fixar-se aos cabelos;
  • Por fim, põe-se o lenço de papel dentro de um saco fechado e deita-se no lixo.

MATA, MATA!
Após a confirmação, é necessário tratar.

O tratamento mais eficaz consiste na aplicação de antiparasitários sob a forma de champô, solução, gel, creme ou loção. A maioria destes produtos não requer receita médica, mas o aconselhamento farmacêutico é essencial para garantir o uso correcto e assegurar a eficácia do tratamento.

Há que respeitar as instruções, nomeadamente quanto à duração do tratamento e ao intervalo de tempo entre aplicações.

No geral, os produtos são dispostos no cabelo e couro cabeludo, não esquecendo a zona atrás das orelhas e nuca, e deixam-se actuar. Depois passa-se o cabelo com um pente fino para remover os piolhos e lêndeas. Quando indicada uma segunda aplicação, deve-se aguardar sete a dez dias, pois é o tempo que uma lêndea demora a eclodir.

Os antiparasitários usam-se apenas em caso de infestação e com aconselhamento prévio: o seu uso em elementos da família sem infestação comprovada ou para prevenir reinfestações é desaconselhado e tem como consequência a redução de eficácia de alguns antiparasitários. Para estas situações existem outros produtos na farmácia destinados à prevenção da pediculose.

NÃO, NÃO PICA!
Para prevenir reinfestações:

  • Evite o contacto directo entre cabeças;
  • Verifique o cabelo das crianças e dos restantes membros da família com regularidade;
  • ​Lave o vestuário (não esquecendo chapéus e gorros, fitas e elásticos de cabelo) e a roupa de cama, as escovas e os pentes em água acima dos 60ºC;
  • O vestuário e os objectos que não podem ser lavados devem ser guardados em sacos fechados durante duas semanas - os piolhos, privados de alimento, morrem nesse período de tempo, assegurando uma maior eficácia na eliminação dos piolhos;
  • Alerte a escola se encontrar piolhos, de modo a que se evite a propagação a mais crianças.
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