Política de utilização de Cookies em Revista Saúda Este website utiliza cookies que asseguram funcionalidades para uma melhor navegação.
Ao continuar a navegar, está a concordar com a utilização de cookies e com os novos termos e condições de privacidade.
Aceitar
30 maio 2017
Texto de Paulo Cleto Duarte Texto de Paulo Cleto Duarte

50+

​​​Presidente da ANF aposta no mercado dos genéricos.​

Tags
​Quando foi publicado, em 2016, o regime de incentivos às farmácias pela dispensa de medicamentos genéricos, suscitou-se dúvidas, dentro e fora do sector, sobre as suas virtualidades, na perspectiva dos doentes, do Estado e das farmácias.

As farmácias, massacradas durante anos e anos por medidas que quase destruíram o sector e por promessas nunca cumpridas, tiveram dificuldade em acreditar que os incentivos ao crescimento do mercado de genéricos se traduziriam em qualquer compensação pelo esforço que teriam de fazer para alavancar esse mercado. Procurámos combater esse estado de espírito.

Fora do sector, em sentido oposto, alguns viram na medida um benefício às farmácias, que teria efeitos negativos na despesa do Estado e não teria efeitos positivos na redução da despesa dos doentes com medicamentos.

Estas visões pessimistas não se confirmaram. Decorridos os primeiros meses de aplicação do regime, que entrou em vigor apenas em 1 de Janeiro de 2017, os factos demonstram que a medida é positiva para todos.

No primeiro trimestre, os utentes pouparam 2 milhões de euros, o que se traduz numa potencial poupança anual de oito milhões de euros. A despesa do Estado não aumentou. E as farmácias vão receber dois terços do valor dos incentivos. Era possível fazer melhor? Seguramente que sim. Estamos satisfeitos com os resultados? Seguramente que não. Mas já não é legítimo duvidar que este é um caminho certo. Não é o único, nem é suficiente. Mas, não há soluções milagrosas e as alternativas são escassas.

Acreditamos que só com uma agenda comum, em diálogo com os parceiros e o Governo, seremos capazes de continuar a construir soluções que retirem o sector da situação em que se encontra. Por isso mesmo, o crescimento do mercado de genéricos tem de fazer parte dessa agenda comum e, portanto, também da agenda das farmácias.

Há já sinais positivos quanto à evolução desse mercado e à inversão da tendência de estagnação em que se encontrava. Para que esse crescimento seja possível, é necessário o compromisso de todos: farmácias, indústria, doentes e Governo.

Temos de fazer mais e melhor pelo crescimento desse mercado. A nossa aposta é fazer crescer esse mercado para uma quota acima dos 50%. O nosso objectivo deve ser dispensar, em cada mês, mais medicamentos genéricos do que medicamentos de marca. É fácil? Seguramente que não. Mas este é o nosso compromisso, porque é positivo para o sector. Porque é positivo para os doentes. Porque é positivo para o Estado. É um trabalho de todos e não apenas de alguns.

As farmácias têm uma grande responsabilidade pelo sucesso do crescimento do mercado de genéricos. Sabemos que o objectivo traçado é difícil, mas é do nosso interesse colectivo e individual um forte empenhamento na sua concretização.

Acreditamos que, todos juntos, vamos atingir o objectivo 50+, o objectivo de uma quota de mercado de medicamentos genéricos acima dos 50%.
Notícias relacionadas