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30 janeiro 2017
  Sida
Texto de Maria Jorge Costa Fotografia de Pedro Loureiro Fotografia de Pedro Loureiro Texto de Maria Jorge Costa
«Palavra dada, palavra honrada»

​​​​​​​​​​​​​​O ministro acredita que o projecto pode melhorar​ a adesão terapêutica, sem impôr nada aos doentes.​

O ministro dirigiu-se, em primeiro lugar, aos doentes, representados, na ocasião, por Luís ministro Mendão, por serem pessoas com a coragem de lidar com a dor, o sofrimento, e com um sistema «tantas vezes impessoal, injusto e incompreensível».

«Esta experiência demonstra bem o que é pensar nas pessoas. E pensar nas pessoas é também providenciar para que os doentes – hoje, felizmente, considerados doentes crónicos – muitas vezes com parcos rendimentos e que não podem faltar ao trabalho porque correm o risco de perder o emprego, possam ter alguém que se ocupa de os servir no momento certo».

Adalberto Campos Fernandes enfatiza que «as farmácias comunitárias são elementos integrantes do sistema de Saúde. Iremos cumprir o que está no Programa do Governo. Se um cidadão  portador desta doença decidir, em consciência, com informação total, sem nenhum tipo de coação, num regime de liberdade individual absoluta, que é para ele mais fácil deslocar-se à farmácia do seu bairro para reco​lher o seu tratamento, estaremos não apenas a fazer algo pela qualidade do acesso, mas a melhorar muito a adesão à terapêutica e a retenção de doentes no sistema».

Para o governante, o cumprimento das três metas definidas pela ONUSIDA para 2020 implica a continuidade deste trabalho. «Em Portugal, temos um encargo muito grande com o VIH/sida. Mas temos hoje uma boa conjugação de vontades: a Academia, a Ciência, as associações profissio- nais, as associações de doentes, as farmácias, os médicos, todos estão disponíveis para, numa experiência que eu diria relativamente nova, se juntarem à volta de uma mesa e res- ponderem à questão: “E que tal pensarmos no interesse exclusivo dos doentes?”. O momento de hoje é importante para que, a terminar o primeiro ano de acção governativa, possa afirmar: “Palavra dada, palavra honrada”».​

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